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Um homem de Deus, buscando aproximar-se do seu ser essencial através de uma vida devocional meditativa, pesquisa, leitura de grandes autores, prática de uma vida piedosa, obras de amor ao próximo, oração e muito trabalho. Apaixonado por Jesus, por sua esposa, filho e nora. Siga no Instagran: sergiorosa50

sábado, 25 de dezembro de 2021

Não há lugar para Jesus

 Lucas 2.1-7

O Nascimento de Jesus foi algo supra natural. Maria, uma adolescente judia, foi visitada por Gabriel, o anjo de maior patente espiritual apresentada na Bíblia. Ele disse para ela, que ela ficaria grávida, e que o seu filho seria produzido pelo Espírito Santo. O próprio Deus entraria no útero de Maria, para que ela concebesse.

Maria recebe aquela palavra do anjo e diz: cumpra-se em mim conforme a sua palavra. Ela concebe e José, seu noivo, intenta deixa-la secretamente, mas, ele também é visitado, em sonho, por um anjo, que lhe revelou a verdade. O bebê que Maria carregava no ventre era fruto do Espírito Santo. A partir desta palavra, ele volta e recebe Maria por esposa.

Após nove meses de gestação, Maria e José são forçados a se encaminharem para Belém, para alistar-se. Chegando em Belém, completam-se os dias da gestação. Eles procuram lugar para se hospedarem, mas, não encontram, a cidade deveria estar cheia devido ao recenseamento decretado por Cesar Augusto. O único lugar encontrado foi em uma estrebaria, juntamente com os animais.

Sempre olhamos para a estrebaria a partir de um olhar romântico, como um lugar de palhas, onde foi preparada uma aconchegante manjedoura. Manjedoura é o lugar onde se colocava comida para os animais. Ela improvisou ali um bercinho para o seu bebê. Mas, não tem romantismo nisto. Uma mulher grávida de nove meses, prestes a ter o seu bebê, jamais iria querer dar a luz ao seu primeiro filho em um lugar inóspito como aquele. Ela só foi parar ali porque não havia lugar para eles nas hospedarias.

Eu paro pensando nesta cena, não havia lugar para o filho de Deus ser recebido. Até os dias de hoje, há muitos lugares que Jesus ainda não tem espaço, muitos lugares que ele não pode entrar. Ainda há muitos lugares em que o pior lugar é aquele reservado para Jesus. Estes detalhes me levam a pensar no seguinte:

Quais são os lugares que Jesus pode entrar?

1. Ele só pode entrar em um coração quebrantado

Jesus veio para trazer o seu reino e implantar em cada coração humano. Deus fez a humanidade para que andasse com ele, porém, o homem insiste em andar distante dele. Há muitos corações fechados para Deus, outros só abriram a estrebaria do coração para Jesus e não as suas hospedarias. Ou seja, só há um lugar qualquer no coração e não o lugar de honra, o lugar principal nos corações.

Um coração quebrantado é um coração que preparou uma boa hospedaria para Jesus nascer. É um lugar preparado para recebê-lo. Um coração quebrantado é o lugar que Jesus procura para entrar e ali fazer morada.

Um coração quebrantado é um coração que se entristece com o pecado e deseja uma mudança, uma transformação, busca algo novo para a sua vida.

2. Ele só pode entrar em um coração vazio e aberto

Muitos corações ainda se encontram fechados como aquelas hospedarias estavam. Na verdade, elas estavam lotadas, não tinham mais espaço. Era tempo de recenseamento, então a cidade estava recebendo uma grande quantidade de pessoas que vieram para alistar-se. Maria estava grávida de quase nove meses e, portanto, deve ter ido andando bastante devagar. A distância entre Belém era cerca de 145 Km. De carro já é distante, imagina andando. Eles caminharam cerca de quatro dias, o que dá 36,25 km por dia. Devido a sua morosidade, todos chegaram em sua frente e reservaram suas instalações. Quando Maria chegou, já não havia mais lugar.

Há muitos corações que Jesus não pode entrar, porque não há lugar. Estes corações estão cheios de outras coisas que chegaram primeiro e não há espaço para Jesus. Jesus não pode entrar em um coração que já esteja cheio, é preciso esvaziar-se para receber a Jesus. Um coração cheio é um coração que se torna fechado para ter uma experiência com Jesus.

3. Ele só pode entrar em um coração que o deseja

Quando Maria e José chegaram em Belém, todos já estavam bem acomodados em seus quartos, e ninguém iria querer saber de sair para dar o seu lugar para outra pessoa.

Só abrimos a nossa casa para quem nós desejamos receber, pessoas que consideramos inconvenientes ou que não queremos ter nenhum tipo de laço, nós as despachamos do portão, não permitimos que entre em nossa casa.

Maria ficou do lado de fora das hospedarias, não havia lugar para Jesus, porque não houve este desejo, se houvesse, os donos das hospedarias abririam suas próprias casas para recebe-los. Mas, isto não aconteceu, porque aquelas pessoas não desejaram receber a Jesus.

Conclusão

Que o seu coração, a sua vida, a sua casa, esteja aberta para que Jesus possa entrar. Que ele possa achar lugar em seu interior. Que a sua vida seja transformada pela sua presença em você.

Que neste Natal, você não rejeite a Jesus, mas, que você abra um espaço em sua vida, um lugar de honra, um lugar principal, para que Jesus possa entrar e reinar em sua vida.

Pr. Sergio Rosa

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Jesus, o Deus que se fez homem

 Lucas 2.39-52

Há uma grande lacuna sobre a vida de Jesus narrada nas Escrituras. Ele nasce e já aparece com os seus doze anos, não há relatos deste período, a não ser nos evangelhos apócrifos. Dos doze aos 30 anos também não há nenhum relato sobre a sua vida. Há muita especulação a este respeito, mas, nada que nos leve a uma conclusão. Tenho por mim que ele levou uma vida comum de um jovem palestino de sua idade. Não foi registrado nenhum milagre neste período de sua vida ou algo relevante, digno de nota. O que nos leva a pensar, que o seu ministério se iniciou de fato aos 30 anos. Até este período deve ter aprendido bastante com os mestres judaicos e trabalhado com o seu pai na carpintaria de sua família (Marcos 6.3). Este e outros detalhes atestam a humanidade de Jesus.

Porém, no século primeiro foi desenvolvida uma doutrina denominada docetismo, que afirmava que Jesus não possuia um corpo humano. Esta discussão sobre a humanidade de Jesus continuou por muitos anos, até que foi realizado um concílio para deliberar sobre o assunto. O Concílio de Niceia que aconteceu no ano de 325 foi o primeiro evento promovido pela Igreja para discutir a fé cristã. O principal objetivo da convocação feita pelo imperador romano Constantino I era a criação de um consenso entre os representantes da instituição acerca da natureza divina de Jesus Cristo.

O concílio declarou que o Filho era verdadeiro Deus, co-eterno com o Pai e gerado de sua mesma substância, argumentando que tal doutrina codificava melhor a apresentação bíblica do Filho, assim como a crença cristã tradicional sobre ele transmitida pelos apóstolos.

O Concílio da Calcedônia, realizado no ano 451, encerrou este debate, afirmando que Jesus era 100% homem e 100% Deus.

De acordo com este concílio há duas personalidades que residiam conjuntamente em Jesus:

1. A plena humanidade de Cristo (v. 2.40)

Jesus nasceu como uma criança comum. Embora o óvulo de Maria tenha sido fecundado pelo Espírito Santo, Jesus levou nove meses para nascer. Nasceu como um bebê comum, teve que tomar o leite materno de sua mãe, teve que aprender a falar e andar. A sua mente foi desenvolvida normalmente como um bebê. Estes detalhes atestam a humanidade de Jesus. Como criança teve toda a fragilidade de um bebê. Ele precisou cuidado e proteção.

Isaías 7:14,15 diz: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. Ele comerá manteiga e mel quando souber desprezar o mal e escolher o bem”.

A versão King James Atualizada traduz manteiga como coalhada. Aliás, coalhada com mel é bom demais, eu sou fã. Faz mais sentido do que manteiga e mel. Mas, o fato é que Jesus criança deveria ser alimentado e cuidado até que aprendesse a desprezar o mal e escolher o bem. Seus pais seriam encarregados de sua educação, eles deveriam ensiná-lo estas coisas. Esta parte atesta a plena humanidade de Cristo. Ele precisou dos cuidados e ensinos de Maria e José.

2. A plena divindade de Cristo (2.48-50)

Como Jesus é filho de Deus, provavelmente o próprio Deus também se encarregou de ensinar algumas coisas, tanto que aos 12 anos o vemos no templo discutindo com doutores, homens experimentados na lei. Os seus pais se surpreenderam, então, as coisas que ele disse não aprendeu com os Maria e José. Esta idade de 12 anos sugere que Jesus foi levado ao templo para realizar o seu bar mitzvah. Esta cerimônia é um rito de passagem que os pais fazem com os filhos homens, atestando que a partir daquele momento o menino saiu da infância e tornou-se um homem. Foi somente após este evento que Jesus começou então a manifestar-se.

Quando ele sumiu do meio da caravana, eles voltaram à cidade para procurá-lo. Tiveram uma grande surpresa em vê-lo, assentado, discutindo com doutores da lei. Jesus recebeu diretamente do Pai, a sabedoria. Esta parte não veio através de conhecimento de seus pais, mas foi por revelação do próprio Espírito. Seus pais já não conseguiam acompanhá-lo a partir daí.

Conclusão

As duas personalidades de Cristo se fundem em uma só. Não há separação entre ambas. Jesus é, portanto, o Deus que se fez homem e habitou entre nós. Ele fez isto com uma finalidade, Sendo Deus e homem, Jesus conheceu as nossas dores e por isto, pode nos compreender plenamente. Ele se tornou um modelo a ser seguido, enquanto homem, e um Deus a ser obedecido.

Ele também entregou a sua vida humana, como um cordeiro, para morrer em nosso lugar. A sua morte humana, seu sacrifício na cruz é o que nos liga a ele como Deus. Tudo o que precisamos fazer diante dele é aceitar o seu sacrifício, aceita-lo em nosso coração. Devemos entregar a nossa vida em suas mãos, para que ele entre em nossos corações.

Jesus é o Deus homem que veio ao mundo para nos dar uma nova esperança e nos mostrar um novo e vivo caminho.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

O caminho da verdadeira adoração

Atos 8.9-22


O livro de Atos, escrito pelo médico amado, Dr. Lucas, é uma grande pesquisa realizada, com a finalidade de informar a Teófilo sobre as coisas que Jesus ensinou e os atos dos seus apóstolos.

Após a descida do Espírito Santo em Jerusalém, os apóstolos iniciaram uma grande obra de evangelização, assim como os discípulos, quando foram severamente perseguidos e tiveram que fugir de Jerusalém. Onde quer que eles passavam, iam levando a preciosa semente.

Simão era um grande mágico, reconhecido em toda a Samaria. Com a sua habilidade de ilusionista, enganava a muita gente. Mas, ele não enganava a si mesmo. Muitos viam nele um grande poder, mas, ele mesmo sabia que não possuía poder algum, ele era completamente vazio, era somente uma ilusão.

Há um sem número de Simões enganando a muitos com artes mágicas. Estes adoram ser considerados importantes pelos outros, mas, vivem completamente frustrados, porque no seu íntimo sabem que não possuem poder algum. Oferecem verdadeiras bolhas de sabão, para as pessoas, que se frustram quando elas estouram. Oferecem paliativos e placebos espirituais, que não podem trazer cura para a alma, para o corpo e nem mesmo alívio para os cansados.

Simão ficou extasiado diante dos sinais e milagres que Filipe realizava e quis aquele poder também para ele. Muita gente é atraída para a igreja quando acontece sinais e milagres. Mas, assim como muitos, ele foi atraído pela intenção errada. Ele queria o poder de Deus para ganhar notoriedade, para validar o seu nome como mágico. Simão não queria um compromisso com Jesus, queria somente o seu poder para benefício próprio.

A verdadeira adoração é bem diferente da superficialidade mágica. Ela é capaz de nos conduzir até a presença de Deus, curar a nossa alma e nos trazer o alívio que buscamos. Simão experimentou as duas coisas, mas, preferiu trocar toda o engano por algo real.

A experiência de Simão nos leva a pensar em como podemos achar o caminho da verdadeira adoração?

1. Procurando na porta estreita - Mateus 7:13,14


Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”.

Jesus, no sermão do monte, apresentou dois caminhos, duas portas, uma estreita e outra larga, a primeira da salvação e a segunda da perdição. A que conduz a Deus é a mais difícil de trilhar, por isto, poucos são os que vão por este caminho e entram nesta porta.

Certa vez, eu vi uma mulher ficando entalada naquelas antigas roletas de ônibus que chamávamos de curralzinho. Ela era bem forte, e tentou passar, mas, ficou presa. O cobrador teve que fazer muita força para que ela pudesse passar com muita dificuldade. Quando ela finalmente conseguiu, deu um grande suspiro de alívio. Aquela cena me fez pensar que passar por lugares estreitos é bem difícil. Se tivermos inchados pelo pecado, jamais conseguiremos passar pela porta estreita.

O adorador que encontrou o verdadeiro caminho para a adoração é aquele que entrar neste lugar. Aquele que, apesar de todas as dificuldades conseguiu entrar, é aquele que descobriu o segredo da verdadeira adoração.

2. Procurando ouvir a Palavra de Deus - Atos 8.12-13

Filipe o evangelista, estava pregando em toda aquela região, ele estava ensinado a respeito do reino de Deus. A medida que as pessoas ouviam a mensagem, iam se convertendo. Simão também ouviu e quis caminhar com eles. Ele abraçou o movimento, mas, ele gostou apenas do movimento, do que estava acontecendo de emocionante, das curas e milagres. Ele gostou apenas da energia daquele movimento, da adrenalina produzida pela grande aglomeração. Ele viu ali uma grande oportunidade para se beneficiar. Ali estava um poder verdadeiro, que ele não possuía, e quis comprar 8.18.

Simão é semelhante o retrato daquela pessoa que quer se casar, mas quer apenas a parte boa do casamento, não quer saber de preocupações, compromisso, participação e nem pensar em renúncia. Quer apenas usufruir da relação, sem contribuir com nada. Este casamento não será uma relação sadia e certamente não terá continuidade.

Simão não havia entendido a proposta do evangelho. Ele achou que poderia simplesmente pagar e pegar o que quisesse e tudo bem. Ele acreditava que aquilo era um produto, que uma vez adquirido, ele se tornaria dono e poderia usar da forma que bem entendesse. Mas, com pouco tempo ele viu que estava muito enganado.

3. Procurando no arrependimento - Atos 8.20-22

Simão foi severamente repreendido pelo apostolo Pedro, e chamado ao arrependimento. Ele deveria se arrepender daquela triste posição de querer comprar a benção do Senhor; de querer apenas se beneficiar do poder de Deus; de olhar apenas para si mesmo, quando deveria estar olhando para Deus.

Pedro naquele dia apontou para Simão o caminho da verdadeira adoração, o arrependimento: “Arrepende-te, pois da tua maldade”.

O arrependimento é a chave para descobrirmos a adoração verdadeira. Ele nos traz o quebrantamento que nos aproxima de Deus. Salmos 51:17 diz: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus”.

Conclusão

O caminho para a verdadeira adoração é estreito e difícil de trilhar por ele. Mas, a recompensa é grandiosa. A verdadeira adoração é aquela que realmente toca o coração de Deus. É aquela que agrada ao Senhor. Ele está a busca daqueles que encontraram a verdadeira adoração, a verdadeira motivação em estar na presença dele, aquele que o adoram em espírito e em verdade, seja qual for a situação.

Simão o mágico estava seguindo um falso caminho, um falso conceito de adoração, e por isto foi repreendido. Mas, foi convidado a arrepender-se e para que talvez o Senhor pudesse perdoá-lo. O mesmo convite é feito a você, para que possa arrepender-se dos seus maus caminhos e render-se ao Senhor, entregando a ele todo o seu coração. E, desta forma, receber em sua vida a virtude que há no Espírito Santo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Gênesis: Tudo ficou muito bom!

 “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom...” (Gênesis 1:31)

O livro do Gênesis é fascinante. É de um mistério inigualável. Ele relata o início de tudo. O momento exato quando Deus criou todas as coisas. Pela leitura, preservada ao longo de muitos séculos, nos é permitido vislumbrar a revelação de Deus sobre a sua criação. Descrito sobre forma poética e não histórica, profética e não científica, é preciso receber o texto da forma que ele chegou até nós. Não se discute a sua literalidade, o que seria uma grande perda de tempo, e nem a sua alegoria, o que seria descabido e sem propósito, recebe-se o texto como um presente divino apenas, como algo que vem responder a mais inquietante pergunta da alma. Aquilo que foi passado por gerações e gerações, contado e recontado de pai para filho, que foi registrado pela escola sacerdotal, virou documento e ganhou notoriedade mundial ao longo dos séculos, não pode ser simplesmente uma estória sem valor. É um documento universal de inestimada preciosidade.

O verso 31 diz que tudo o que Deus fez ficou muito bom. Deus criou a natureza perfeita com toda a biodiversidade, um planeta belo e totalmente autossustentável. Por último, foi criado o ser humano, para que cuidasse bem de tudo o que era muito bom. Um texto deste só pode atestar a bondade humana. É uma mensagem de orientação ao equilíbrio, bem diferente do que a nossa realidade nos aponta. Esta palavra divina deve nos levar a pensar sobre a preservação desta maravilhosa obra da criação do Pai celeste, a natureza. Deus fez tudo de maneira extraordinária e nos entregou, para que pudéssemos melhorar ainda mais. Aperfeiçoar aquilo que foi criado por Deus e entregue em nossas mãos.

Somos todos singulares

Cada coisa que Deus criou tem a sua singularidade e especificidade, cada ser vivo é único e tem a sua programação específica, fazemos parte de um todo, milimetricamente arquitetado e interligado, como se tudo fosse um único organismo. O sol, a lua, os astros, todos em sua distância exata, para produzir vida neste planeta chamado terra. A biodiversidade apresenta um equilíbrio inquestionável. Não precisa estudar muito para saber que se não cuidar das árvores os rios secam, os peixes morrem, os animais não tem como alimentar-se, a catástrofe acontece. Da mesma forma, se não cuidar da água, não haverá vida. Trata-se de uma perfeita cadeia alimentar. Sem a qual, nem o próprio homem pode existir.

Somente o homem tem poder para edificar ou destruir

De toda a criação, o homem é único que é capaz de se auto programar. Somente o ser humano é capaz de criar o novo. O exercício do livre-arbítrio foi dado somente a espécie humana. A natureza e os animais não podem considerar fugir ao que foi programado para ser. Assim, o homem pode edificar ou arruinar, construir ou destruir, cuidar ou abandonar. Desta forma, toda a natureza está subordinada a nós, seres humanos. Por mais poderoso que seja um animal, jamais poderá alterar a sua programação. Ele foi feito para um fim, e exerce o seu fim em si mesmo. Só um gato pode miar, um cão latir, o vento soprar. Por mais forte que seja o vento, ele só pode soprar, não tem escolha. Mas, o ser humano, pode tanto cuidar como exterminar o gato e o cão, e pode usar o vento para criar energia. Esta energia poder usada para o bem ou para o mal.

A bondade faz com que o ser humano cuide bem da criação. A maldade o leva a destrui-la. A escolha entre a bondade e a maldade não é simplesmente uma questão filosófica, mas, de sobrevivência. É impossível a perpetuidade do mundo se todos optarem pela perversidade. Seria uma destruição contínua redundando em completa aniquilação de tudo. Neste sentido, até os mais pervesos precisam de ações bondosas, sem as quais, nem eles mesmos sobreviveriam.

Desta forma, o problema maior que enfrentamos não é o homem em si, mas, a sua escolha pelo mal, que o deforma e destrói o seu entorno. O egocentrismo leva a raça humana a destruir os seus valores morais e se entregar a ações perversas. A crença de que se é especial, superior, escolhido, leva a o ser humano a usar outros seres humanos e toda a natureza para o seu bel prazer, não importando o outro. 

Conclusão

Fato é que, se queremos um mundo melhor, um planeta eficiente, belo, que se aperfeiçoa, não há como isto acontecer a partir de pessoas más. E, não basta se achar bom, neste caso, é preciso provar isto com ações de bondade. É no exercício desta bondade que nos parecemos com o nosso criador e cumprimos o nosso propósito de gestor de toda a criação,  a fim de que tudo continue sendo muito bom.

Pr. Sergio Rosa

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Fome e sede de justiça

 Mt. 5.6 "Bem-aventurados aqueles que tem fome e sede de justiça"

Estamos vivendo um momento de religiosidade cristã onde a busca da benção se tornou primazia. As pessoas estão vivendo o evangelho simplesmente para alcançar algum tipo de benção, mas este não é o evangelho de Jesus e reduzi-lo a isto é diminuir completamente tudo aquilo que foi planejado de plenitude para a vida cristã. Talvez este tenha sido um dos maiores erros da igreja pós-moderna. Fazer com que as pessoas corram atrás de uma benção.

Lloyd-Jones afirma que a Bíblia não aponta a este tipo de atitude, não convém aos santos terem fome e sede de benção, de felicidade ou prazer. Isto o mundo já faz naturalmente. Sobretudo na igreja pós-moderna onde o hedonismo egocêntrico é evidenciado em cada ação. A felicidade e a realização pessoal sempre foram o objetivo natural do ser humano. No entanto, nesta busca frenética pelo prazer, acabam por se distanciar cada vez mais de uma realização plena. Percebe-se que quando o indivíduo chega onde ele queria chegar se sente frustrado e vazio. Ele achou que a posição almejada daria a ele uma sensação de plenitude. Mas não foi isto o que aconteceu. Percebe-se  isto nitidamente na vida de jogadores de futebol, artistas, cantores, empresários e até mesmo pastores de aparente sucesso. Poderíamos citar aqui diversos nomes dos famosos que se suicidaram, se entregaram para as drogas, se divorciaram, são completamente infelizes, mas não se faz necessário devido a notoriedade dos fatos.

Jones exemplifica da seguinte maneira: Suponhamos que alguém está sentindo muita dor, é claro que o indivíduo deseja livrar-se dela. Se ele começar a se automedicar ou tratar somente da dor não ficará livre da doença que está provocando aquela dor. O que ele deve fazer é ir ao médico, que deverá investigar o motivo daquela dor através de exames, chegar a um diagnóstico e tratar da doença com a medicação específica. Há muitas pessoas tratando apenas de sua dor espiritual e não da doença que está causando a dor. Eles querem combater a dor com paliativos. Dinheiro, sexo e poder são os principais.

Há muitos membros de igrejas que também vivem em busca de paliativos espirituais. Eles vivem buscando experiências que irão enchê-las de júbilo e irá arrebatá-las em êxtase espiritual. Procuram isto com fome e sede, mas jamais acharão. O que a Palavra de Deus nos orienta é ter fome e sede de justiça e não fome e sede de experiências espirituais. Felicidade, benção, experiências arrebatadoras são consequências de uma espiritualidade sadia, de uma vida em oração e santidade e jamais podem ser o foco de nossa fé. Nosso alvo é ser parecidos com Jesus. Quando colocamos algo para concorrer com Jesus dá-se a idolatria. Nos tornamos idólatras da benção e da felicidade. Felicidade e benção Deus acrescenta àqueles que buscam a sua justiça.

O que não é esta justiça:

Esta Justiça não é moralidade. Embora a justiça leve a um senso de moral elevado. Ter uma moral ilibada é sem dúvidas uma característica de um caráter íntegro. Mas é inferior à proposta de justiça oferecida por Jesus. O desafio de Jesus é bem mais arrojado do que simplesmente ter retidão nos negócios, ter uma vida equilibrada, honrar os acordos. O conceito de retidão é muito mais profundo do que isto. Conheci pessoas justas nos negócios, mas que mantinham amantes. Bons pais de família e excelentes maridos, mas que mantinham negócios escusos. Pastores íntegros com as finanças da igreja e com a sexualidade, mas que se blindava e abatia a todos que era contra o seu ministério, com medo de ser derrubado. Estes são comportamentos naturais de moralidade. Entre o mundo não há um senso de justiça que transforme o caráter do homem em sua plenitude, então eles vivem de aparência.

O que significa ter fome e sede de justiça?

Ter fome e sede de justiça significa desejar ser livre do pecado, entende-se que o pecado nos separa de Deus. Todas as dificuldades que assediam o mundo atual devem-se ao fato que o homem não está bem com Deus. O desejo de obter a justiça é o desejo de se estar bem com Deus. Ele anseia por retornar àquele antigo relacionamento, àquele relacionamento original de justiça, quando o homem andava na companhia de Deus.

Ter fome e sede de justiça é em última instância o desejo de ser santo. O homem que tem fome e sede de justiça tem o desejo supremo parecer com Jesus.

O ponto de vista profano encara a justiça concentrando toda a atenção no próprio homem e no seu caráter. Mas isto somente produz o orgulho pessoal do fariseu. Como disse C.S. Lewis "orgulho de ser humilde". Ter fome e sede não pode apontar para o esforço próprio, porquanto logo na primeira bem-aventurança somos informados que devemos ser humildes de espírito. Quando há um orgulho em seu próprio caráter então compreende-se que este não pode ter sido produzido pelo Espírito Santo. A humildade gerada pelo Espírito produz ainda maior quebrantamento, por que percebemos nitidamente, com maior clareza, o quanto estamos distantes do propósito de Deus.

Ter fome e sede é bem exemplificado pelo salmista quando diz "como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de ti" (Sm 42.1-2).

Somente Jesus pode saciar a nossa sede e fome de justiça

“E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede”. (João 6:35)

Em João 7.37-38 lemos "Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu interior". (João 7:37,38).

Quem tem fome e sede de justiça serão fartos, ficarão satisfeito, serão cheios. Jesus afirmou que nunca terão fome ou sede. Mas este precisa ser um processo contínuo que envolve a santificação.  Fome e sede é uma figura de linguagem, uma metáfora que o Senhor Jesus utilizou para nos informar que é algo que precisamos nos saciar todos os dias. Assim como temos que comer e beber diariamente. É algo que precisa fazer parte do nosso cotidiano diário, e não apenas um dia em uma experiência arrebatadora. Aquele que verdadeiramente encontrou a Jesus, tem a plenitude, por esta razão é bem-aventurado, é feliz, é pleno, por que achou a razão primeira de sua existência, encontrou ao Cristo.


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Três coisas que podem atrapalhar o seu crescimento

 Prov. 19.15 e 20.13

O livro de Provérbios é um compêndio de poemas que nos apresenta princípios de vida. São experiências compartilhadas tiradas do cotidiano do escritor, verdadeiros alertas para que tenhamos uma vida melhor. O texto de nossa meditação nos fala de algo muito comum, a preguiça. É algo que não carece um estudo muito grande para ser entendido, trata-se de um alerta e um desafio para que possamos vencê-la.

Certa vez um homem pediu para ser enterrado vivo, ele não queria mais viver por que não gostava de trabalhar e sabia que iria mesmo acabar morrendo de fome. Assim o colocaram em um caixão e seguiu-se a procissão. Um fazendeiro muito bondoso da região se aproximou e perguntou quem havia falecido, e então contaram o caso para ele. Muito entristecido com a situação propôs para aquele homem que se ele desistisse daquela idéia ele lhe daria uma saca de arroz por mês. O homem então levantou um pouco a cabeça, deu uma olhada para o fazendeiro e perguntou - o arroz é com casca ou sem casca? – o fazendeiro respondeu – é com casca, está fresquinho, é recém colhido – então o preguiçoso respondeu – pode seguir o enterro.

Encontramos nestes dois versos três elementos que podem levar uma pessoa à ruina total.

1. Preguiça (Provérbios 24.30-34)

A preguiça é um mal hábito em que a pessoa demonstra pouca disposição ou aversão para o trabalho. Quem tem preguiça não prospera, não cresce em nenhuma área de sua vida, seja social ou espiritual. Pela razão simples de que não consegue se mover do seu lugar, não consegue vencer as amarras da moleza.

Todos nós temos um dia ou um período que não queremos fazer nada, que nos entregamos ao sono. Este momento é importante para repor as energias. Um tempo por exemplo de férias, é essencial para descansar um pouco a mente, parar por as coisas no lugar. Mas, isto não pode ser uma constante, e sim um momento de descanso para o corpo e para a mente.

A preguiça impede as pessoas não apenas de trabalhar, mas, também de estudar, ler, se planejar, orar. A preguiça é, portanto, um impeditivo tanto para o crescimento pessoal quanto para o espiritual. Sem movimento, o corpo enferruja, sem estudo e uma boa leitura, a nossa mente fica estagnada e sem oração, não há crescimento espiritual.

A preguiça precisa ser combatida severamente. Eu lembro que meu pai me dizia que era preciso doutrinar o corpo para vencer a preguiça. Se isto não for feito, relaxamos e o corpo amolece.

No entanto, devemos considerar que a vida não é feita apenas de trabalho. Um bom momento de soneca em horário apropriado é saudável. Um período de férias do trabalho também é muito bom. Mas, a preguiça não pode ser uma constante, por exemplo, preguiça de acordar cedo aos domingos para ir para o a EBD e o culto matinal; preguiça para assumir funções e trabalhos na igreja; preguiça de ler a Bíblia.

Precisamos vencer esta preguiça e produzir mais para o Reino de Deus. Foi para isto que fomos chamados.

2. Ócio

Há um ditado que diz que “mente vazia é oficina do diabo”. Creio que ninguém contesta este dito popular, porque é pura realidade. Ociosidade é aquele tempo de não fazer nada. O tempo de descanso, por exemplo, é um tempo de ócio do bem, descansar um pouco é saudável. O que não é nada bom é querer viver a vida descansando.

O rei Davi era um grande homem de Deus, saia para as guerras e vencia todos os seus inimigos. Era um adorador impecável e grande líder de sua nação. Entretanto, houve um período que ele ficou ocioso, não tinha nada pra fazer então resolveu passear em seu terraço. Praticamente todos os homens de guerra estavam fora lutando e Davi passeando em seu terraço quando viu Bate-seba tomando banho. Veio à sua mente o pensamento maligno de se deitar com aquela mulher. Ele se deitou com a mulher de Urias, um dos seus valentes, traiu a confiança de um dos seus homens de confiança e de Deus.

Um outro exemplo de ócio do bem é o chamado ócio produtivo. Filósofos afirmam que esta é uma vertente boa do ócio. É o tempo em que paramos para raciocinar, pensar, elaborar, trabalhar apenas com a mente. Sem este ócio, a mente não teria espaço para novas elocubrações. A produção literária e todo o tipo de raciocínios, precisam deste ócio para trabalhar. Neste caso, o ócio produtivo seria um trabalho, e não uma mente vazia.

Um ócio produtivo espiritualmente pode ser aquele que paramos para meditar em Deus, paramos para orar e buscar a face do Pai Celeste.

3. Sono demasiado

"um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar as mãos em repouso; assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade como um homem armado". (Pv 6:10,11)

A preguiça e o ócio são amigas intimas do sono. Não estou aqui falando de uma noite bem dormida de sono, ou daquele soninho que nos entregamos durante as férias. O sono demasiado é o que Salomão fala sobre o amor ao sono. É dormir demais. É não ter limites. É deixar de fazer as coisas para simplesmente dormir. É dormir até tarde do dia sem necessidade.

Sobre o sono, todos nós temos um organismo diferente um do outro. E, com isto, temos necessidades distintas. Somos seres singulares, e nesta singularidade, cada um talvez tenha um tempo diferente de necessidade da quantidade de horas dormidas.

O sono é restaurador, precisamos dormir bem. Há pessoas que tem dificuldades em dormir, e se sentem pesadas no dia seguinte, lentos, não conseguem produzir. O sono, portanto, na medida correta, é altamente necessário para um bom funcionamento do corpo e da mente. No entanto, quando isto passa do limite da razoabilidade, se torna um elemento nocivo.

As pessoas que acordam tarde, dormem demais, ficam sentem desânimo o dia todo. Parece que saiu da cama, mas, a cama não saiu dele. Não tem disposição nem mesmo para orar e meditar na Palavra.

Uma atenção precisa ser dada a isto, porque pode ser apenas uma preguiça, mas, o excesso de sono ou falta dele pode ser indício de alguma enfermidade na alma, um problema de ordem emocional. Neste caso, é preciso um acompanhamento médico.

Conclusão

Quando eu leio o livro de Provérbios eu me pergunto porque Deus teria inspirado os seus escritores para nos deixar tantas instruções. Acredito que seja porque Deus se preocupa com o homem integral, com o ser humano por inteiro. Deus não se preocupa apenas com a nossa alma. Ele se preocupa com o ser humano todo. É o evangelho todo, para o homem todo.

Nestes dois versos eu vejo uma preocupação de Deus para que sejamos seres produtivos. Pessoas que vivem bem a sua vida, que não se entrega à preguiça, ao ócio ou ao sono demasiado. A preocupação de Salomão era para que ninguém viesse, com isto, a empobrecer e assim ter falta do que comer.

No que diz respeito ao nosso espírito, aquele que se entrega à preguiça, ao ócio ou ao sono demasiado, será pobre espiritualmente. Assim como o corpo e a mente, o espírito precisa ser igualmente alimentado. É preciso a dedicação na oração, na leitura bíblica, e na meditação, para que o nosso espírito seja fortalecido.

Que o Senhor nos abençoe, para que possamos vencer a preguiça e buscarmos o nosso crescimento pessoal, assim como buscar o fortalecimento espiritual.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Superando a baixa autoestima

Juízes 6.11-15

O tema do sermão que eu quero compartilhar está relacionado com um problema muito comum que muitas pessoas enfrentam, conhecido entre os psicólogos como “baixa autoestima”. Isto ocorre quando a visão ao nosso próprio respeito está abaixo da média, então nos rejeitamos a nós mesmos. 

A baixa autoestima ajuda a desenvolver o complexo de inferioridade, e a pessoa se sente menor do que todas as outras. Sempre achando que não podem, não conseguem, e o que os outros fazem é sempre melhor do que o que ela faz. Este problema emocional corrompe a capacidade do individuo, fazendo-o crer que realmente é incapaz de realizar as coisas. 

Gideão era alguém que estava com sua autoestima em baixa, e havia um grande motivo para isto. Gideão, juntamente com o povo de Israel estava enfrentando uma opressão muito grande, no verso 1 diz que “os filhos de Israel fizeram o que era mal aos olhos do Senhor, e o Senhor os entregou nas mãos dos midianitas”. Devido a esta opressão, os israelitas estavam se sentindo fracos e incapazes.

Neste momento de sentimento de incapacidade é que Deus fala com Gideão e a partir daquela experiência com Deus é que ele se levanta com uma nova visão. A sua autoestima é restaurada e ele começa a se ver de forma diferente. Agora, ele se levanta e lidera um pequeno exército de 300 homens, e com este pequeno exército ele vence os midianitas.

A experiência de Gideão com Deus nos dá a chave para vencermos o problema da baixa autoestima. Como podemos fazer isto?

1. Acredite em si mesmo

A autoestima é acima de tudo acreditar em si mesmo e no seu potencial, é amar a si próprio, é gostar de si mesmo, é olhar para o espelho e declarar, que coisa linda Deus criou, que nariz lindo, que cabelo maravilhoso (ainda que seja crespo, mas é bom), que careca charmosa, que sorriso encantador (ainda que seja um sorriso meio vazio), que belos olhos.. Toda esta ‘belezura’ foi Deus quem fez, louvado seja Deus! 

Todos nós, em alguma etapa da vida, enfrentamos momentos em que a autoestima dá uma abaixada. Gideão estava neste momento de sua vida. O seu estado era resultado da perseguição de um inimigo que, aos seus olhos, era mais poderoso que ele. Devido a este fato, ele havia perdido a confiança em si mesmo e em Deus.

Havia muito medo que o congelava e antes mesmo de enfrentar a crise ele já se via como fracassado. Naquele momento ele se sentia um derrotado, por que ele via o seu inimigo muito mais poderoso que ele mesmo.

Se você está enfrentando uma baixa autoestima é por que você perdeu a noção do seu potencial, a tua visão de si mesmo está ofuscada e prejudicada. Prov. 23.7 “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é”. É preciso que a sua visão de si mesmo seja renovada em Deus.

2. Enfrente os seus medos 

Gideão teve que enfrentar o seu maior inimigo, ele mesmo. Gideão era um guerreiro aprisionado pelo medo. O pavor era tanto que ele estava escondido malhando trigo no lagar. Lagar era um lugar escondido onde se pisava as uvas para produzir vinho. A eira era o lugar de malhar o trigo, mas, ficava mais à mostra. Foi preciso uma chamada do Senhor para que ele se visse novamente como um grande guerreiro capaz de levar o seu povo a uma libertação.

Gideão precisou de ajuda para vencer seus medos, a palavra do anjo de Iavé serviu para restaurar a sua visão. Ele separou trezentos homens que acreditaram na sua liderança, e com estes homens Gideão venceu e conseguiu a vitória sobre seus inimigos. Isto mostra o que o poder de a Palavra vinda de Deus tem o poder de fazer em nossas vidas. Uma palavra que vem da parte de Deus pode trazer a existência coisas que não existem.

Enfrente seus medos, não se deixe dominar por eles. Os seus medos não são maiores do que o seu Deus, e você é bem maior do que a sua visão de si mesmo.

3. Creia que o Senhor está contigo (v.16)

Deus disse para Gideão: “Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem”. O Senhor estava lembrando a Gideão que ele não estava sozinho.  Ele precisaria levantar a cabeça e confiar em Deus. O Senhor daria todos os subsídios que ele precisaria para aquele enfrentamento. É assim que Deus faz, ele nos fortalece para que possamos enfrentar os nossos medos.

Gideão estava sufocado por seus inimigos, e estava convicto que não poderia fazer nada para reverter aquela drástica situação. A principal razão deste pensamento é que a sua baixa autoestima embaçou completamente a visão de si mesmo. Quando perdemos a confiança em nós mesmos, perdemos também a confiança em Deus. Perdemos a fé e deixamos de acreditar no Deus do impossível.

Creia que o Senhor está contigo em sua batalha, a sua fé em Deus irá te fortalecer. “Sem fé é impossível agradar a Deus..” (Hb 11.6).

Conclusão

Gideão enfrentou um momento muito difícil em sua vida, ele teve que vencer a sua visão de si mesmo e vencer os seus medos que o paralisavam. Talvez você esteja passando por uma situação semelhante a esta, o inimigo te cercou de tal maneira que fez com que sua autoestima abaixasse, e você não mais acreditasse em seu potencial. Se você se encontra como Gideão, achando que não pode nada, se sente um derrotado, O Senhor te diz: “vai nesta tua força!” Levante a cabeça, reaja, você não está sozinho nesta batalha, o Senhor é com você.

Foi a palavra dita por aquele anjo de Deus que fez Gideão acreditar em si mesmo, ele soube que o Senhor estava com ele e descobriu que não estava só. Muitas vezes duvidamos do agir de Deus em nossas vidas, e nos vemos sem chances de vencer os problemas que se agigantam contra nós, mas é neste momento que o Senhor fala para você, “vai nesta tua força”.

Depois que Gideão derrotou o seu primeiro inimigo, ele mesmo, então estava pronto para vencer todos os demais inimigos. Ele venceu o exército poderoso dos midianitas com apenas trezentos homens.

Se a sua autoestima está em baixa, e você não consegue realizar nada, ouça a voz do Senhor que diz: “vai nesta tua força”. Que você tenha a tua autoestima restaurada neste dia. Que você tenha a plena certeza de que: “posso todas as coisas naquele que me fortalece”.

Lembre-se de que Gideão usou toda a sua força para lutar pelo seu povo, para ajudar a todos a vencerem. Ele não usou a sua restauração de forma egoísta. Portanto, quando o Senhor restaurar a sua autoestima, lembre-se de realizar a obra do Senhor e ajudar ao seu próximo. 

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Judas e Judas

 Lucas 6.16


O último nome da lista do colégio apostolar de Jesus é Judas. O nome Judas significa “Jeová conduz”. Há dois Judas entre os discípulos, Judas filho de Tiago e Judas Iscariotes. Embora o significado do nome Judas seja algo positivo, que demonstra confiança em Deus, no entanto, por causa da traição de Judas Iscariotes, este nome sempre terá uma conotação negativa. Em toda a parte do mundo, quando se quer ofender a alguém, utiliza-se o nome Judas para isso.

O estudo sobre Judas filho de Tiago serve para nos apresentar outra face do nome Judas. Vejamos sobre os dois Judas.

1. Judas filho de Tiago e Judas Tadeu

Ambos são a mesma pessoa, que é apresentado de duas formas diferentes: Judas, filho de Tiago em Lc 6.16 e Tadeu, em Mateus 10.3 e Mc 3.13. (Lebeu na versão Corrigida e Fiel). Segundo John MacArthur Tadeu significa ‘criança de peito’, evocando a ideia de um bebê sendo alimentado. É como se usássemos a expressão: “queridinho da mamãe”. Provavelmente ele era o mais novo dentre seus irmãos, tratado com carinho por seus pais. Tadeu, significa literalmente “criança do coração”.

Um outro Judas (Jd 1) que aparece no NT é o irmão de Tiago e de Jesus. Ele, provavelmente é o escritor da epístola de Judas, a última carta do Novo Testamento.

Em João 14.21 Jesus diz: “Disse-lhe Judas, não o Iscariotes: Donde procede, Senhor, que estás para manifestar-se a nós e não ao mundo?” (Jo 14.22). Vemos aqui um homem simples, humilde diante de Jesus. Ele não era impetuoso como Pedro e nem bravo como os irmãos Boanerges. Sua pergunta é de uma pessoa branda, despojada de qualquer orgulho. Ele queria saber por que Jesus iria manifestar-se somente para os discípulos e não para o mundo, uma pergunta razoável que mostra traços de uma personalidade dócil.

Não se tem muita informação a respeito de Judas Tadeu. A maior parte das tradições mais antigas sobre Judas Tadeu sugerem que ele levou o evangelho para onde hoje é a região da Turquia e por causa de sua fé foi espancado até a morte com uma clava, uma espécie de bastão rústico parecido com um taco de basebol.

2. Judas Iscariotes

O nome de Judas Iscariotes aparece por último em todas as listas bíblicas. Toda vez que Judas é mencionado nas Escrituras, também encontramos uma observação de que ele é o traidor. Ele passou três anos com Jesus, mas durante todo esse tempo, seu coração tornou-se apenas mais endurecido e cheio de ódio. A vida de Judas nos faz entender que é possível estar muito próximo de Jesus, até mesmo relacionar-se com Cristo, e ainda assim ter um coração endurecido e voltado para o mal.

Ao que parece, Judas Iscariotes é o único apóstolo que não vinha da Galileia. Provavelmente vinha de Queriote-Hezrom (Josué 15.25). Seu pai chamava-se Simão Iscariotes (João 6.71). Fora isto, não temos outra informação sobre a família ou as origens sociais de Judas.

Ele viveu em um tempo em que os judeus esperavam um messias libertador, aquele que iria libertar o povo sofrido das mãos do Império Romano. É provável que ele acreditou que Jesus seria aquele que iria liderar o povo a uma revolta contra Roma. De forma semelhante aos onze, ele deixou tudo para imediatamente seguir a Jesus. Porém, de todos os apóstolos, foi o único que não abriu verdadeiramente o seu coração.

As Escrituras afirmam que quando Jesus escolheu a Judas, ele sabia que ele seria o traidor. No entanto, de forma alguma Judas foi coagido a agir contra o Mestre. Sua própria ganância, e perversidade o levaram a tal atitude insana. Ele fez o que estava cheio o seu coração.

Sua desilusão

Cada dia, passado com Jesus, fazia com que Judas ficasse cada vez mais desiludido. Ele que sonhava com a tomada do poder, mas teria que se conformar em dar a outra face e viver uma esperança de um Reino puramente espiritual. Isto jamais entrou no coração dele. Judas acreditava que Jesus seria como uma espécie de Rei Davi, que governaria com grande glória terrena. Os interesses mundanos de seu coração jamais foram vencidos. Com o passar do tempo, o seu coração se tornava mais petrificado. Em algum ponto durante aqueles últimos dias, sua desilusão se tornou em ódio, que junto com sua ganância, acabou na traição.

Sua avareza

Em João 12.2-3 traz o relato Marta e Maria: “Maria tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos”. Foi uma adoração extravagante. Ela gastou muito dinheiro, para somente ungir os pés de Jesus. Os versos 4 e 5 mostra a indignação de Judas, afirmando que poderia dar aquele dinheiro aos pobres. No entanto, era só uma falácia, ele não tinha nenhuma preocupação com ninguém, apenas consigo mesmo (João 12.6). Ele queria o dinheiro na sacola para poder ter o que roubar.

Sua traição e morte

Como qualquer hipócrita, ele tinha em mente trair a Jesus da forma mais discreta possível e sair bem depois de tudo. Ele iria jogar todos contra Jesus, e simplesmente passar-se por neutro. Ele recebera trinta moedas de prata para executar a traição. Judas combinou um sinal para identificar a Jesus: “Aquele que eu beijar” (Mt 26.48). Quem iria imaginar que aquele gesto comum de afeto seria um sinal inescrupuloso?

Depois de tudo consumado, ele pôde notar a grande besteira que tinha feito: Mateus 27.3-4 “Então Judas, vendo que Jesus fora condenado tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciões, dizendo: pequei, traindo sangue inocente”. No entanto, já era tarde demais, tomado de ressentimento, saiu dali e foi enforcar-se (Mt 27.5).

Albert Barnes afirma que Judas não supunha que o caso teria resultado dessa maneira calamitosa. Ele provavelmente esperava que Jesus fizesse um milagre para se libertar. Quando o viu sendo levado, amarrado, julgado e condenado. Quando viu que ele seria morto, foi tomado de dor e arrependimento ou remorso. A palavra no grego é metamelomai e pode ser traduzido de ambas as formas. Ele tentou reparar o que fez, mas, já era tarde demais. Ele não suportou o peso da culpa que sentia e suicidou-se.

Conclusão

Judas é um exemplo trágico de oportunidades perdidas, privilégios desperdiçados. A vida de Judas serve de lembrança para tomarmos cuidado com o nosso coração. Devemos manter um coração limpo, livre de ódios, rancores e magoas. Depois de todo mal feito, chega um ponto que não há como voltar atras.

O cultivo de um sentimento ruim foi o fator que o levou a tornar-se o traidor. Havia um lugar de honra para Judas Iscariotes entre os apóstolos, mas ele jogou fora a oportunidade e escreveu negativamente o seu nome na história. Ele se deixou levar por sentimentos perversos e destrutivos. Em algum momento, traído por seus sentimentos, ele deve ter achado que estava certo em tomar aquela atitude, porém, mais tarde percebeu o seu erro, e por não conseguir lidar com a dor daquela imensa culpa, suicidou-se.

Pr. Sergio Rosa

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

O meu grito de independência e liberdade

 

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão”. (Gl. 5.1)


Introdução


No dia sete de setembro comemoramos a independência do Brasil. Este é um dos marcos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. D. Pedro I tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro I convocou uma Assembleia Constituinte e obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil conclamava o povo a lutar pela independência. Próximo ao riacho do Ipiranga, SP, levantou a espada e declarou a celebre frase: "Independência ou Morte!". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822, selando assim o rompimento do Brasil como colônia portuguesa. Este ano completamos 199 anos de Independência.


A cultura registrou este fato através de um quadro pintado pelo artista paraibano Pedro Américo, em 1888, que está exposto no Museu Paulista. Esta obra de arte mostra Dom Pedro I, paramentado como um grande guerreiro, empinando o seu imponente alazão, com a espada desembainhada e bradando “Independência ou Morte”.


Mesmo não sendo autêntica a cena, é de arrepiar. O artista quis mostrar a grandeza da ação que foi praticada e não a realidade do que aconteceu. Fato é que D. Pedro levou o Brasil a romper com a subserviência portuguesa para viver em liberdade, independente de estar montado em um alazão ou em animal de carga.


Este fato ocorrido no dia sete de setembro nos é muito propício, porque pensar em independência é pensar em liberdade. A partir desta introdução, gostaria de discorrer sobre o que é a liberdade:


1. A liberdade é algo caro


O apóstolo Paulo declara que Cristo nos libertou para a liberdade. A versão NTLH diz: “Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres”. O texto é bastante redundante, creio que seja para ressaltar a grandeza da nossa liberdade. O preço para que ela acontecesse não foi barato. Jesus pagou um alto preço para que isto se tornasse real. Ele entregou a sua própria vida para nos libertar da nossa condenação. O desejo de Deus é nos libertar da escuridão. João 3.16 diz que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho amado para morrer na cruz para nos salvar. Jesus pagou o preço por nossa liberdade com a sua própria vida.


No início da criação Deus criou o homem livre, mas o pecado entrou no mundo e escravizou o homem. O homem andava na luz de Deus, mas o maligno cobriu esta luz com densas trevas para que o homem não pudesse mais se encontrar. Ele fez isto através do pecado. Quando estamos em Jesus, ele nos liberta do poder dominador do pecado sobre nós.


D. Pedro teve que enfrentar o governo de Portugal para levar o Brasil a tornar-se livre. Ele teve que romper com amigos, família, parentes, além de perder privilégios e a proteção da coroa portuguesa, para aventurar-se a viver em liberdade. Se hoje gozamos da independência, foi porque alguém pagou um preço por isto.


Jesus pagou o preço por nossa liberdade, o que devemos fazer é tão somente aceitar este preço, aceitar o sacrifício que Jesus fez por mim. E, aprender a viver esta liberdade.


2. A liberdade é difícil


Assim que D. Pedro declarou a independência do Brasil muitos empresários e políticos ficaram bastante preocupados com a retaliação de Portugal que não queria de forma alguma perder o Brasil como colônia. Muitos não queriam perder seus privilégios e por isto eram contrários ao grito de liberdade.


Satanás da mesma forma não deseja perder aqueles que estão vivendo sobre o seu controle, por isto ele cria muitas dificuldades, e muitos tem medo da retaliação e preferem voltar a viver como escravo do pecado do que como filhos de Deus livres. Outros, ficam aprisionados naquilo que lhes proporciona um aparente prazer e o inimigo usa isto para leva-lo a cometer outros pecados, e então a pessoa se afunda cada vez mais.


Eu tive uma ovelha que estava em uma clínica de recuperação de viciados quando começou a frequentar a igreja. Ele se tornou muito participativo e foi batizado. Depois de dois anos, percebemos que ele andava um pouco estranho, meio impaciente e agressivo. Houve um roubo do cofre da igreja. Ladrões achavam que guardávamos dinheiro lá. Mas, só tinha uns trocados. Alguns vizinhos viram o roubo e o acusaram. Ele havia voltado a usar o crack e aquilo o estava dominando e o controlando a tal ponto de roubar a própria igreja.


A liberdade é difícil e por isto muitos querem voltar a escravidão. Viciados em drogas, em bebidas, em pornografia, em tabaco, em mentiras acham muito difícil largarem os vícios, alguns até tentam, mas não conseguem lutar e voltam.


3. A liberdade é uma conquista


Imagino a pressão sobre a cabeça de D. Pedro I ao tomar aquela decisão. A coisa era tão séria que ele sabia que corria o risco de ser morto. Mas para ele não tinha outra alternativa ou era a liberdade ou a condenação à morte.


A liberdade vivida em Jesus precisa ser conquistada. Mt. 11.12 “Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele”. É preciso lutar para conquistar o Reino dos céus. E a maior luta não é contra o inimigo, é contra você mesmo, contra sua vontade, contra o seu querer. O apóstolo Paulo declara: I Co 9.27 “Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo”.


Nenhuma liberdade é dada gratuitamente, todas precisam ser conquistadas de alguma forma. A libertação da escravidão negra foi obtida a custo de muita luta. Muitos proprietários de escravos eram completamente contrários a libertar seus escravos. Eles eram mão-de-obra barata. A guerra de secessão nos USA, do Norte contra o Sul, foi basicamente a luta pela liberdade dos escravos. Os estados do Norte apoiaram a Constituição e o governo de Abrahan Lincon, enquanto estados do Sul lutavam pelo direito de manter escravos. Foi derramado muito sangue, para que a liberdade fosse conquistada.


Conclusão 


A nossa liberdade em Cristo Jesus, da mesma forma, só é conseguida a muito custo. É preciso esforçar-se para conseguir esta liberdade. O apóstolo Paulo diz que há uma verdadeira guerra em nosso interior: “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gálatas 5:17). “Independência ou morte!”


Independência das trevas, do maligno e tudo o mais. Esta é a escolha que precisamos fazer. Deus está esperando por seu grito de independência, grito de liberdade, grito de basta. O desejo do Senhor é te dar liberdade total e completa das trevas. O que você precisa fazer para ser livre é ter um encontro com Jesus. Confessar a ele o seu pecado e pedir a ele perdão. Pedir a ele para que te aceite em sua presença. Só Jesus pode nos dar total liberdade, só ele pode nos tornar verdadeiramente livres.