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Um homem de Deus, buscando aproximar-se do seu ser essencial através de uma vida devocional meditativa, pesquisa, leitura de grandes autores, prática de uma vida piedosa, obras de amor ao próximo, oração e muito trabalho. Apaixonado por Jesus, por sua esposa, filho e nora. Siga no Instagran: sergiorosa50

terça-feira, 30 de maio de 2017

Doze homens extraordinariamente comuns

Lucas 6.12-16

São estes os nomes dos apóstolos: Simão Pedro, André, Tiago, João, Filipe, Natanael (Bartolomeu), Mateus, Tomé, Tiago filho de Alfeu, Simão o Zelote, Judas filho de Tiago, Judas Iscariotes.

Nestes estudos queremos conhecer a personalidade dos apóstolos, como eles se comportavam, quem eram eles e como foram moldados para alcançar o sucesso em sua missão?

1. Eles foram chamados por Jesus dentre os demais discípulos
Jesus tinha muitos seguidores, o texto de Lucas diz que ele os chamou para perto de si após passar uma noite em oração, e dentre eles Jesus selecionou doze, o qual chamou apóstolo. A palavra apóstolo no grego significa apenas: “aquele que é enviado”. Jesus chamou apóstolo tão somente aqueles a quem ele enviaria com a missão de pregar o evangelho. Estes homens ganharam notoriedade na igreja primitiva. Atos 2.42 diz:  “e perseveravam na doutrina dos apóstolos”.

2. Eram homens comuns
Os doze não possuíam nenhuma habilidade ou talento especial, não eram eruditos ou sequer mestres, eram pessoas comuns. Jesus nunca disse por que os escolhera, ele simplesmente os chamou dentre os demais discípulos.

Eles eram pessoas reais, com personalidades bastante estranhas. Eram bem parecidos com todos nós. Tinham problemas, discutiam e discordavam entre si, eram teimosos, fracos e às vezes até sem fé. Não se destacava neles nenhuma habilidade especial ou extraordinária.

Estes detalhes nos faz sentir mais confortáveis com a nossa missão. Muitos de vocês já olharam para dentro de si mesmo e disseram: “eu não tenho nada para oferecer ao Senhor, não sei fazer nada”. É exatamente isto que nos faz ser tão parecidos com os apóstolos, o fato de ser pessoas simples, sem muitos atributos especiais.

3. Eles foram treinados

Jesus sabia que eles eram pessoas comuns, mas Jesus tinha um plano para prepará-los, discipulá-los, capacitá-los e enviá-los. Talvez Jesus os tenha escolhido por eles serem vasos vazios prontos para serem cheios.

O treinamento de Jesus deu-se na base do exemplo, Jesus fazia juntos com eles, os deixava observar, e depois a sós Jesus explicava para eles. Depois de um tempo junto Jesus passou a enviá-los. E como todos nós eles erraram nas primeiras vezes, Jesus ouvia deles o relatório, fazia os devidos acertos e os enviava novamente.

4. Eles eram obedientes

Uma das principais marcas dos discípulos era a obediência. O discípulo é aquele que recebe a instrução, aprende e pratica. Alguém que não queira obedecer não pode ser discípulo. Se os discípulos não ouvissem e praticassem o ensino de seu mestre seriam considerados homens imprudentes que edificou sua casa sobre a areia.

A obediência é marca da equipe vencedora. Não existe uma forma de uma igreja, organização ou qualquer instituição dar certo sem obediência à liderança. Jesus declarou:  “Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, disse: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir” (Mt 12:25).

4. Eles foram revestidos do Espírito Santo

Eles não apenas foram treinados para o trabalho, eles receberam algo mais, receberam o poder do Espírito Santo para realizar sua grande missão.

Como discípulos de Jesus nós carecemos do poder do Espírito Santo para realizar a obra do Senhor. Não podemos trabalhar na obra do Senhor apenas com o conhecimento humano. A obra do Senhor requer a ação sobrenatural do Espírito Santo.

O poder do Espírito Santo vem através da intimidade com Deus. Oração é a chave para ser revestido da presença do Senhor.  

Conclusão

Deus tem levantado pessoas simples em sua Igreja, que têm sido treinadas, capacitadas e enviadas para cumprir a grande comissão estabelecida por Jesus. Isto é maravilhoso. Pessoas que disseram sim ao chamado divino para fazer outros discípulos, da mesma forma que os primeiros discípulos fizeram. O estudo dos apóstolos nos fortalece na medida em que entendemos que eles também eram pessoas simples como nós.

Temos um grande desafio de crescer espiritualmente! Para que isto ocorra precisamos buscar maior intimidade com o Senhor, nos apaixonar novamente por Deus e por sua obra. Uma pessoa apaixonada, não mede esforços para encontrar-se com a pessoa objeto de sua paixão. Um crente apaixonado, que ama profundamente ao Senhor, não medirá esforços para realizar a obra divina.

Gostaria de desafiá-lo a iniciar um tempo de crescimento espiritual em sua vida, uma busca pela maturidade espiritual. Deus tem muita coisa a fazer na sua vida e através de sua vida, mas é preciso que você o busque de todo o seu coração. É preciso saciar a fome e sede de Deus. Somente desta forma você deixará de ser alguém comum para ser poderoso na obra do Senhor.


terça-feira, 23 de maio de 2017

Família lugar onde aprendemos amar a Deus

Deuteronômio 6.4-9
Este texto originalmente foi escrito para o povo hebreu recém saído do cativeiro egípcio. Neste momento eles estão a caminho da terra prometida, Canaã. Era um povo nômade andando pelo deserto. Deus estabeleceu que fosse escrito nos umbrais das portas as palavras ordenadas por Ele. O propósito deste mandamento foi para que os pais ‘inculcassem’ na cabeça de seus filhos os mandamentos do Senhor, para que as gerações posteriores também não esquecessem o amor a Deus sobre todas as coisas.
De acordo com este texto, nós temos uma grande responsabilidade, nossa família deve ser uma escola onde se aprende amar a Deus. Ensinaremos aos nossos filhos através de nosso exemplo (v. 4). O verso sete apresenta quatro momentos distintos como isto deveria ser feito: 1. Assentado em casa; 2. Andando pelo caminho 3. Ao deitar-se; 4. Ao levantar-se. O verso 9 diz que os Israelitas deveriam atar nas mãos, na testa e escrever nas portas, para que o tempo todo estivessem lendo e aprendendo sobre a Palavra de Deus, para que em momento algum eles viessem a se esquecer dos mandamentos de Deus, e se corrompessem.
Este texto, sobretudo o verso sete, atribui uma importância enorme aos pais, a de educar os seus filhos segundo o ensinamento divino. Vejamos:
1. O poder da mãe no ensino
I Ts 2.7 “antes nos fizemos brandos no meio de vós, como a mãe que acaricia seus filhos”. O poder de uma mãe na educação de um filho é tão importante que o apóstolo Paulo se utiliza da figura materna para ilustrar o seu relacionamento pastoral.
As mães são, em geral, muito aplicadas ao ensino dos filhos, e são detentoras de uma forma carinhosa para tratar e ensinar os filhos.
São elas que têm os primeiros contatos com o filho, e ali os alimenta em seus próprios seios, troca suas fraudas, e em maioria, são as que ficam mais tempo com os filhos, e que lhes dá maior atenção. Existem as exceções, mas, em maioria as mães são mais dedicadas aos filhos.
Mãe aproveite este dom que Deus te deu para ensinar aos seus filhos a trilharem nos caminhos do Senhor. Seja um modelo se adorador para o seu filho, ele terá uma forte tendência a te ouvir e aceitar seus conselhos, se ele acreditar em você como uma pessoa digna.
2º lugar. O poder do pai no ensino
I Ts 2.11-12 “E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória”. O apóstolo Paulo utiliza também a figura do pai para comparar como ele procedia no ensino, na correção e na consolação.
Paulo no final do verso 11 diz que cuidamos “a cada a um de vós”. Por que ele faz este destaque? Por que sabemos que cada filho é diferente um do outro, pode se ter recebido a mesma educação, mas cada um terá características próprias que irá diferenciar um do outro, e por esta razão precisará de um cuidado diferenciado.
Pais, temos uma importante tarefa: ser exemplo para nossos filhos. Devemos fazer para eles aprenderem, e repetirem aquilo que fazemos. Nesta grande tarefa não temos como falar: “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”. Parafraseando a Paulo, temos que dizer: “faça como eu faço, por eu faço como Cristo faria”.
3º lugar. Tarefa dos pais
A maioria de nós, creio, conhece o texto de Prov. 22.6 “ensina a criança no caminho...”. Segundo o professor Gene Getz o original diz “treine a criança de acordo com sua personalidade, ou inclinação pessoal”. O que quer dizer isto? Que temos que entender como a criança é para educá-la em sua forma natural.
Nossos filhos, assim como nós mesmos passamos, experimentam diversas fases em sua formação:
1. A fase da descoberta. Neste momento as crianças sabem quase nada. A maioria das crianças, logo descobrem as tomadas da casa e querem enfiar os seus dedinhos lá ou lamber. O que devemos fazer para protegê-las é colocar uma tampa protetora para não tomarem choques.
2. A fase da imitação. A criança imita tudo o que fazemos. Então quando o pai dirige o filho diz: eu dirijo igual ao meu pai; as meninas veste as roupas da mãe, calça seus sapatos e passam suas maquiagens. Elas crescem imitando o que fazemos. É o momento em que elas estão formando sua personalidade.
3. Fase da desconfiança dos pais como modelo. Quando o filho já adolescente começa a desconfiar dos exemplos de seus pais, e querem copiar outros exemplos. Este é um grande problema para os dias atuais, onde ditos professores tem deixado de ensinar para doutrinar nossos filhos, tentando colocar em suas cabeças doutrinas e ideologias que tem levado esta geração a práticas estranhas à Palavra de Deus.
4. Fase adulta. Quando o filho/a se torna adulto e se torna independente, responsável por suas próprias decisões. Neste momento ele tomará suas decisões a partir daquilo que foi inculcado em sua cabeça.
“Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não se há de afastar” (Pv. 22.6)
Conclusão
A família precisa ser o lugar principal onde se aprende a amar a Deus. Quando criamos nossos filhos naturalmente: ensinando-os assentado em casa, no caminho, ao deitar-se e ao levantar-se; chegará uma hora em que ela irá buscar a sua própria experiência com Jesus Cristo. Neste momento ele terá a você como exemplo. Deuteronômio 6.4-9 nos mostra como podemos fazer isto de maneira eficaz, ou seja ensinando a nossos filhos em todos os momentos de sua vida.
Nossas famílias estão precisando urgentemente de modelos. Nossa sociedade está precisando urgentemente de modelos. Nossas igrejas estão precisando urgentemente de modelos. Modelos de caráter, de seriedade e principalmente de relacionamento com Deus.
Vivam na plenitude do Espírito Santo, buscando o caráter de Cristo para sua vida, a fim de que a próxima geração siga o seu exemplo. Se você não amar a Deus, como poderá ensinar seus filhos a amarem? Amar a Deus não é ter uma fachada cristã, eles descobrem isto facilmente na adolescência e se revoltam contra Deus quando se decepcionam com os seus pais, quando percebem que tudo que falavam era uma farsa.

Uma boa forma de ensinar e aprender é através dos cultos domésticos em família: orem juntos, leiam a Bíblia juntos, tenham momentos devocionais juntos. São coisas muito simples, mas que fazem grande efeito. Invistam tempo no seu crescimento espiritual e divida isto com sua família.