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terça-feira, 24 de janeiro de 2023

O pós eleição e a igreja dividida

 João 18:36

O que fazer para socorrer os irmãos que foram afetados direta ou indiretamente pela política partidária que inundou as igrejas evangélicas? Esta é uma pergunta que precisa ser respondida urgentemente, correndo o risco de perdermos o time correto para isto.

Estas eleições despertaram o que de pior tem no ser humano, o ódio. Este ódio fez crescer uma polarização jamais vista em nenhuma outra eleição em nosso País. Uns afirmavam ser por Paulo e outros de Apolo, e assim carnalmente fomentaram o ódio. Onde há ódio, não há como prevalecer o espírito do Cristo.

Muitos membros das igrejas evangélicas se afastaram. Alguns porque não gostam de política, outros até gostam, mas, acham saudável misturar as duas coisas. Houve aqueles que se afastaram porque foram perseguidos por defender um partido oposto ao que a liderança da igreja defendeu. Em sua maioria, foram os eleitores que votaram na esquerda. Estes foram duramente perseguidos e severamente criticados por eleitores da extrema direita. Isto é fato.

Com isto, estas eleições deixaram um enorme prejuízo para inúmeras igrejas e isto não pode ficar assim, algo precisa ser feito. O que é preciso fazer agora para tentar, de alguma forma recuperar o prejuízo?

Primeiro, é preciso reconhecer o erro. Religião e Estado precisam andar separados, principalmente da política partidária. Igreja não é comitê eleitoral. Isto não quer dizer de forma alguma que o cristão não deve se envolver em política, pelo contrário, é salutar que pessoas de bem se interesse pela matéria. O que não é salutar é que a instituição Igreja se envolva, para não correr o risco do retorno do chamado ‘voto de cabresto’.

Segundo, é preciso aprender a respeitar a decisão de cada membro da igreja, no que diz respeito a sua vontade política. Por mais estranho que possa parecer o voto do irmão, é importante respeitá-lo. O que não quer dizer que não se possa conversar sobre o assunto. Seria importantíssimo o diálogo. Porém, a polarização que foi gerada pelo ódio impediu qualquer tipo de diálogo. Este fato só é interessante para o político, cujo o lema é “dividir para conquistar”. Todos querem formar o seu “gueto eleitoral”. Querem transformar eleitores em teleguiados eleitorais. E, não é importante para eles que se dialogue com eleitores opositores. Vai que alguém o convença.

Terceiro, Voltar ao ensino básico de Cristo. Cristo é a razão de ser da Igreja. Ela nasceu a partir dele, e deveria viver em função dele. Jesus nunca se envolveu em política partidária, muito menos para tentar angariar algum benefício, seja para ele ou para a Igreja. Ele tinha milhares de seguidores, e poderia facilmente negociar a sua força política. Porém, Jesus disse bem claramente: “O meu reino não é deste mundo”. Quando nos esquecemos a razão de ser da igreja, nos deixamos levar por outros ventos que nos levam para distante do nosso porto seguro.

E por último e não menos importante, deverá haver o perdão, aqueles que atacaram aos seus irmãos, precisam voltar e pedir perdão e quem foi ferido, precisa liberar o perdão. Houve muita coisa que foi dita que trouxe profundas mágoas e fez grandes feridas. Tudo isto precisa ser curado. A cura se dará através do perdão.

Se não caminharmos para uma solução neste formato, corremos o risco de ter duas igrejas no Brasil, uma do Bolsonaro e outra do lula.

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