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Um homem de Deus, buscando aproximar-se do seu ser essencial através de uma vida devocional meditativa, pesquisa, leitura de grandes autores, prática de uma vida piedosa, obras de amor ao próximo, oração e muito trabalho. Apaixonado por Jesus, por sua esposa, filho e nora. Siga no Instagran: sergiorosa50

sexta-feira, 18 de abril de 2025

I have a dream - Sonho com a possibilidade de diálogo e harmonia entre partidários

 "I have a dream!"

Foto em preto e branco de pessoas assistindo

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Estas são palavras imortalizadas do Dr. Martin Luther King. Ele imaginava um mundo onde negros e brancos pudessem viver juntos em harmonia. O seu contexto era de um mundo segregado entre brancos e não-brancos. Qual seria a melhor solução para a crise de seu tempo? Esta era a pergunta. Mas, a segregação impedia que brancos respondessem algo que hoje a maioria absoluta concorda, a escravidão é incabível. O medo de ser ridicularizado, perseguido, escanteado, impedia que pessoas de bem se manifestassem em favor do que era certo e justo. Então, o mal prevaleceu. E, políticos mal intencionados se favoreceram em demasia com a situação.

A questão era diferente, era de preconceito racial, os brancos supremacistas viam (e muitos ainda veem) os negros como seres inferiores. Hoje, o que nos separa são ideologias políticas. Estamos polarizados entre dois sistemas: Um acredita no capitalismo e outro no socialismo e um acusa o outro de ser do demônio.

Bandeira vermelha e branca com pessoas ao fundo

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O mundo já foi dividido em dois por esta briga. A guerra fria evidenciou bastante os dois lados. Mas, se analisarmos bem direitinho, maioria das pessoas querem apenas viver em paz, em harmonia. Não querem guerra. Porém, a cada dia os polarizadores tentam arregimentar defensores para o seu lado.

Quem está certo nesta história? Se perguntarmos para um lado, obviamente ele vai acusar o outro de ser leviano, vai para o Google pesquisar e levantar um monte de dados que comprovam a sua tese. Mas, claro que sempre vai esconder os dados que são desfavoráveis ao seu lado. Diante de sua primeira pesquisa, o seu algoritmo já vai se posicionar para robustecer o seu pensamento, enviando freneticamente um monte de informações sobre o assunto. E, cada vez que abrir e compartilhar uma destas informações, em seguida virão milhares de outras. E, o indivíduo acaba se convencendo cada vez mais de que está certo. O outro lado é realmente do mal.

Tela de computador

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Para que lado vou? Os algoritmos não param de trabalhar neste sentido. Políticos malandros descobriram o poder hipnotizador das mídias sociais e contratam empresas especializadas em atrair o máximo de seguidores. A Cambridge Analytica foi uma destas gigantes que influenciou o mundo e mudou situações políticas do planeta inteiro, através de manipulações via algoritmo. Tudo aquilo que as pessoas pensavam que era pensamento próprio, foi enxertado lentamente. Assim, as pessoas não escolhem lados, os seus algoritmos é que fazem isto. Isto já era feito antes da Internet, um gênio que fez isto muito bem, foi Hitler. Um homem só, conseguiu produzir o caos mundial. Deva-se isto a dois fatores principais: seus apoiadores e a propaganda massiva.

Quem se beneficia com esta briga? Só os políticos, empresas manipuladoras e mais ninguém. A sociedade no mundo fica dividida, até mesmo as famílias se dividem. Pra que? Pra favorecer determinada liderança que nos manipulam. Quanto maior divisão, maior a oportunidade de controle. O que une os partidários é o chamado "inimigo em comum". A estratégia é simples basta achar ou fabricar um inimigo que seja comum a uma parte da sociedade, aí eu me apresento como o "salvador" e pronto, recebo todo o apoio da comunidade.

Desenho de personagem de desenho animado

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Qual é o maior inimigo do capitalismo? O socialismo. E, qual o maior inimigo do socialismo? O capitalismo. A estratégia para se promover de cada um dos dois sistemas é demonizar o outro lado, atribuindo ao outro toda a desgraça da humanidade. Pronto, agora basta encontrar os algoritmos que pesquisam sobre isto e provar pra elas que um lado está completamente certo.

Convenhamos, a China hoje é o maior país comunista do mundo, e também a mais capitalista. O USA é o País mais capitalista do mundo, mas oferece educação gratuita até o segundo do grau e tem benefícios sociais diversos. Embora o Trump queira acabar com tudo isto, ainda permanece assim. Ou seja, tem muita coisa boa e muita coisa ruim de ambos os lados. Mas, só enxergamos as boas do nosso lado e só enxergamos as ruins do outro lado. Como se o nosso lado fosse 100% perfeito e o outro lado 100% ruim. Pense, seria isto realmente possível?

Pássaro voando no céu

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Com isto, quero dizer que não há lado bom ou ruim, ambos são bons e ruins ao mesmo tempo, são dois lados opostos da mesma moeda. Embora sejam antagônicos em grande parte de suas crenças, ambos podem se favorecer aprendendo mais, um com o outro. Porém, na política é quase impossível disto acontecer, enquanto um tratar o outro como se demônio fosse. Claro que existem demônios, mas estes não estão nos sistemas, mas em algumas pessoas que ocupam liderança e em fanáticos e sociopatas que querem promover a guerra e o caos. Estas pessoas fazem isto não é porque acreditam no sistema que seguem e querem defender o que é bom para a sociedade, elas querem ver sangue, são doentes que só ficam felizes vendo as pessoas se digladiando. Eles promovem as suas guerras e arrastam multidões insanas com eles.

Assim, eu também tenho um sonho, onde as pessoas acordem deste transe e comecem a enxergar algo que está em nossa frente, como King fez. Em seu tempo, era impossível imaginar que negros pudessem ascender a posições mais elevadas e o preconceito fosse reduzido e controlado. Mas, ele começou a sonhar e outros o acompanharam. Por isto, ele foi morto, na tentativa de matar o seu sonho, porém, o seu sonho vive até hoje. O meu sonho é que esquerda e direita possam dialogar. Que continuem a defender o que acreditam ser melhor para a sociedade, mas sem para isto ter que promover guerra contra ninguém. Só há guerras quando há apoiadores. Deixem de apoiar está loucura divisionista e apenas lute pelo que é certo, justo e bom. Não permita mais que o seu algoritmo seja o seu senhor e dite as regras e aquilo que você vai pensar, digitar, compartilhar, postar.

Eu não vou guerrear com ninguém por achar que o sistema que ele acredita seja pior que o meu. Eu quero aprender com ele o que tem de bom no sistema dele e saber se cabem nos meus princípios. O que não cabe, eu não quero, mas, o que cabe pode ser que aumente o meu conhecimento e me torne uma pessoa melhor. Acredito que isto seja a essência da democracia e não esta polarização demoníaca que entramos.

Não matem uns aos outros só porque elas pensam diferente de você. Se pergunte, será que pensam tão diferente assim? Ou será que você foi induzido a ter ódio dela sem se quere ouvi-la? Sem nem ao menos ter dialogado de forma civilizada?

"I have a drem", sonhe comigo!

Sergio Rosa

Pastor, contador, empresário, mestre em teologia, estudante de direito.

 

domingo, 30 de março de 2025

Desenvolvendo a maturidade cristã: na comunhão, adoração e serviço

João 17:21

Schopenhauer foi um filósofo alemão, que viveu no século XVIII. Ele é conhecido por suas ideias pessimistas sobre a existência humana, acreditando que a existência era marcada pelo sofrimento e insatisfação constante. É atribuído a ele o chamado dilema do porco espinho, que diz que durante a era glacial, os porcos-espinhos se uniram em grupos para se aquecerem e se protegerem mutuamente contra o frio. O desafio deles era tornar-se apenas um corpo, todos unidos e quentinhos. Mas, para isto acontecer, teriam que vencer as suas limitações pessoais, em nome de um bem maior, as suas existências. Sem a troca do calor entre eles, seria impossível sobreviver ao frio sem congelar-se.

A maturidade cristã é um desafio bastante semelhante a dos porcos espinhos, porque é preciso aprender a viver em comunhão uns com os outros, se quisermos sobreviver, enquanto igreja, aos dilemas que se apresentam com força o suficiente para destruí-la. Entenda que destruir a igreja não é necessariamente fazer com que ela feche as portas, mas, que se torne inoperante.

Atos 2.42 diz: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. A Igreja neotestamentária que estava surgindo em Jerusalém, logo após a ascensão de Jesus aos céus, tinha as características de comunhão, adoração e serviço, e foi devido a estas características que sobreviveu ao longo dos anos, até nos alcançar nos dias de hoje.

Vamos ver estas características:

1. Comunhão

A palavra “comunhão” no grego é traduzida como “koinonia” (κοινωνία), que significa “comum” ou “compartilhado”. Este termo é utilizado para descrever a relação íntima e a participação mútua entre os membros da comunidade cristã. A sua essência implica um profundo envolvimento e compromisso entre os indivíduos.

A igreja de Atos não apenas se sentava rotineiramente no templo para cantar, orar e ouvir uma boa mensagem; eles comiam juntos e se ajudavam mutuamente. Convivência e ajuda mútua foram as suas principais características.

Outro dia recebemos mais uma triste notícia de um pastor que se suicidou. O que foi noticiado é que ele sofria de depressão e acabou por dar fim a própria vida. A característica de pessoas que buscam o suicídio é a solidão. Muitos se isolam do convívio dos demais irmãos e acabam se enfraquecendo.

A comunhão nos alegra e nos torna mais fortes. Ela não é fácil, é um enorme desafio, porém, é recompensadora. Nos alegramos ao reencontrar nossos queridos irmãos, nos abraçamos, sorrimos, festejamos. E isto é terapêutico, um balsamos para a mente, espírito e alma.

2. Adoração

Aquele povo em Jerusalém sabia como adorar a Deus. O verso 46, do capítulo 2 de Atos afirma que eles viviam diariamente no templo. Eles tinham prazer em se reunirem com os demais irmãos. A reunião deles não era apenas para bater papo, o que já seria muito bom, ia além, era para juntos adorarem a Deus.

Hoje, com toda a correria da vida, estudos, trabalho, família, obrigações, e entretenimento, é difícil ter uma regularidade no templo. Diferente de nós, eles não tinham nenhuma destas coisas que temos hoje, e que nos fazem ficar ocupados todos os dias, o dia todo. E, eles não desperdiçaram o tempo, utilizaram para aplicar-se a adoração no templo.

Quando fui membro da Igreja Batista em Jardim Santa Rosa, há quase trinta anos atras, tivemos momentos muito marcantes de oração e adoração. Nos reunimos várias vezes no monte para orar e passávamos ali a madrugada orando. Jesus fez isto várias vezes com os seus discípulos. A adoração é intima da oração, elas andam juntas. Um adorador vive na busca do Senhor em oração.

A adoração nos aproxima mais de Deus e consequentemente do nosso irmão. Quanto mais perto de Deus estamos, melhor será o nosso relacionamento com os nossos semelhantes. A adoração, portanto, tem como resultado a comunhão e o serviço ao próximo. Não há como entender um crente que diz que ora o tempo todo e destrata as pessoas,  briga com todos e não tem paciência com os demais.

3. Serviço

Em I Co 4.1: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e mordomos dos mistérios de Deus”. A palavra ministro quer dizer “aquele que serve”.

Ser ministro é servir. Todo adorador é um ministro, portanto, tem um chamado para servir. Não fomos chamados para apenas assistir aos cultos, mas, para participar efetivamente da obra. Para isto, Deus concede dons espirituais para todo crente em Cristo Jesus, para que a igreja desenvolva diversos ministérios e o trabalho nunca pare, tanto dentro quanto fora do templo.

Em certa ocasião, quando estávamos construindo o templo da IB Belmonte/BA, no meio da construção houve uma enchente na cidade. Uma das irmãs, que tinha dois filhos menores e não tinha marido, teve a sua casa destruída pelas águas. Eles moravam em um barraco. A melhor coisa que aconteceu com ela foi perder a sua casa. Eu conversei com a diretoria e decidimos construir uma casa para ela. Fizemos uma ótima casa, com dois quartos, cozinha conjugada com copa, banheiro e área de serviços. Fiquei preocupado, porque não tínhamos muitos recursos. Porém, não perdemos nada, pelo contrário, com isto, as entradas e ofertas da igreja aumentaram e construímos o templo ainda mais rápido.

Conclusão

Para concluir, a comunhão, adoração e serviço, são frutos da maturidade cristã. É um resultado de quem anda com Deus e cumpre a sua vontade. E, o que ocorre em uma igreja onde tudo isto é real, é a unidade. A unidade é o que leva uma igreja tornar-se vencedora. Uma igreja unida vence qualquer barreira e obstáculo. Uma igreja que vive em unidade explode em crescimento, porque não há brigas e dissensões. Tirando Deus, não há nada que seja mais poderoso do que a unidade.

Tommy Tenney diz que: Uma igreja vivendo em unidade é o time dos sonhos de Deus. Jesus disse em João 17.21: “para que todos sejam um”.

Se você ainda não alcançou a maturidade cristã ou por algum motivo cessou de buscá-la, hoje é o tempo que Deus escolheu para você retornar para o caminho do crescimento. A igreja mais do que nunca, necessita de cristãos maduros para vencer os dilemas do tempo presente.

Se você está afastado dos caminhos do Senhor e deseja voltar, este também é o seu momento para reiniciar a sua caminhada. Se você ainda nem começou e gostaria de começar hoje a sua caminhada com Cristo, hoje também é o seu momento, tempo para começar uma caminhada com Deus.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Quando o medo nos faz afundar

Mateus 14.22-33

Há muita gente perversa que se alimenta dos nossos medos. Milicianos que exploram moradores, que tem medo de denunciarem e serem mortos. Afinal, não se sabe até onde vai os tentáculos das milícias. Eles mesmos entre eles têm medo. Medo de invadirem o seu território e serem mortos. Assim, eles vão ficando cada vez mais poderosos, explorando o medo das pessoas.

Medo, é sobre isto que gostaria de tratar com vocês.

No verso 26 a versão ARA, diz que os discípulos ‘ficaram aterrados’, diante da visão. A NVI traz a expressão ‘aterrorizados’. A NTLH diz que eles ficaram ‘apavorados’. O fato demonstrado no texto é que eles nunca haviam sentido tanto medo como naquele dia.

Medo é um sentimento que é inerente a todas as pessoas. Todos nós sentimos medo de algo ou em determinada circunstância. Qual é o seu maior medo? Você sente algum medo que te bloqueia de alguma forma ou te leva a ficar apavorado? Se é o seu caso, trago boas notícias, você pode aprender com Pedro a superar os seus medos.

O segredo está na confiança plena em Jesus. Pedro foi desafiado naquela madrugada a confiar plenamente. Era entre três e seis da manhã, quando tal fato aconteceu. Eles estavam no meio do mar da Galileia, também chamado de lago de Genesaré ou mar de Tiberíades, a cerca de cinco quilômetros da margem. Os discípulos deveriam estar cansados, pois estavam a noite toda no mar. Estava quase amanhecendo, havia uma penumbra que os permitiam enxergar algo vindo em direção deles, andando sobre as águas. Entretanto, não conseguiram discernir exatamente o que era. Então deduziram, rapidamente, que só poderia ser um fantasma.

A palavra grega para fantasma tem o mesmo significado na língua portuguesa: trata-se de uma aparição de um espírito desencarnado ou algo neste sentido. É interessante observar que mesmo andando com Jesus já há tanto tempo, eles ainda tinham medo de fantasmas. Portanto, se você se converteu há muito tempo, mas, ainda tem medo de fantasma, não se culpe, os discípulos também tiveram. Eu conheço algumas pessoas que tem medo de assombração, não deveriam ter, mas têm. Eu tenho medo é de gente viva, porque quem está morto não tem como fazer nada conosco.

Pra você que tem medo de assombração, imagina, se uma aparece e vai se aproximando de você, e você está morrendo de medo, e para piorar, ela ainda fala contigo. Quanto mais o fantasma se aproximava, mais eles sentiam medo. Entretanto, quando o fantasma se aproximou e falou com eles, reconheceram a sua voz, era Jesus. - Ufa! Que alívio. - Pedro rapidamente, tomado pela emoção, pediu a Jesus para ir com ele e também andar sobre as águas. Jesus disse: Vem! E ele foi.

Em geral o nosso encontro com Jesus é tomado de muita emoção, e isto é maravilhoso. Somos levados às lágrimas ou a uma alegria incomparável. Porém, a nossa fé não pode ser baseada somente na emoção que sentimos, seja nos cultos públicos ou em nossas devocionais caseira, a nossa fé precisa ser madura. Talvez seja por isto que o Senhor nos prova a nossa fé. Nos momentos das provas somos desafiados a confiar que Jesus não nos deixará afundar por completo. Ele não nos deixará afogar.

Pedro confiou em Jesus e, levado pela emoção, se lançou sobre as águas e caminhou. Porém, em determinado momento, ele desviou a sua atenção de Jesus, prestou mais atenção na força do vento e novamente sentiu medo. Foi neste instante que ele começou a afundar.

Gostaria de destacar três elementos marcantes neste texto:

1. Pedro reparando na força do vento teve medo

Em um primeiro momento Pedro teve uma tremenda convicção de que poderia andar sobre as águas. Ele era bastante impulsivo, talvez tenha feito sem pensar, mas, depois que fez sentiu medo. O seu medo fez com que ele visse as ondas maiores, mais altas, do que Jesus. O seu medo ofuscou a sua visão e a sua fé.

Todos nós sentimos medo diante de situações difíceis. O medo nos balança e tenta nos desestabilizar. O medo não é um sentimento ruim, precisa ser encarado apenas como um alerta, como aquela luz amarela ou vermelha que nos avisa do perigo. Ao receber o aviso, devemos apenas nos preparar e não nos desesperar.

O Pr Mauro Sanches, da PIB Parque Alian fez um teste com os pastores da Meritiense. Uma das perguntas foi: De que você tem medo? Um dos pastores respondeu que era de ficar sem ministério. Como ele é pastor de tempo integral, ele tem medo de perder a sua fonte de sustento. Muitas pessoas têm medo de ficarem desempregadas a partir de certa idade. Mas, o medo não pode te travar. Você precisa canalizar esta energia para o lugar certo. Quem sabe se preparar melhor, desenvolver mais a sua profissão, investir em conhecimento, buscar crescimento no que você faz, e, sobretudo confiar na provisão do Senhor.

Pedro inicialmente estava confiante, ele pediu a Jesus para ir até ele, ele tinha convicção de que poderia também andar sobre as águas, no entanto, a fúria dos ventos e das águas batendo em seu rosto o fez duvidar. Neste momento novamente ele teve medo.

2. Pedro reparando na força do vendo começou a afundar

Quando seguimos a nossa vida olhando diretamente para Jesus, ele nos sustenta diante de todos os dilemas da vida, de tal forma que podemos andar sobre as águas sem perceber os ventos contrários, porém, basta tirarmos os olhos de Jesus para que tudo em nosso entorno comece a afundar.

Quando a minha sobrinha mais velha, a Raquel, era criança, eu a ensinei a andar de bicicleta. Ela montou e eu fui a segurando pelo selim. Ela estava confiando em mim. Porém, um determinado momento, ela olhou para traz e não me viu. Neste momento ela teve medo, desequilibrou e caiu. Ela poderia continuar andando, porém, ela perdeu a confiança pelo fato de não me ver.

No caso de Pedro, ele confiou em Jesus, porém em determinado momento ele deixou de vê-lo. Talvez neste momento um pouco de autossuficiência entrou no seu coração quando deu os primeiros passos. Ele deve ter olhado para ele mesmo e dito: Nossa! Estou andando sobre as águas. Eu sou mesmo poderoso! Neste momento ele perdeu Jesus de vista e começou a notar o tamanho das ondas.

Jesus permitiu que Pedro afundasse só um pouquinho, somente para ele entender que não tinha poder algum. O seu poder vinha de sua fé em Jesus. Quando ele desviou os olhos de Jesus, a fé deu lugar à dúvida e a dúvida ao medo.

3. Reparando na força do vento entrou em desespero

O vento forte formava grandes ondas, que batiam no rosto de Pedro, e talvez por um momento Pedro não conseguiu ver a face de Jesus. Isto acontece quando os problemas da vida nos cercam. Parece que não conseguimos ver a Jesus naquele momento. Quando isto acontece o desespero começa a tomar conta, porque nos sentimos frágeis.

Paul Tillich foi um teólogo Alemão que participou da segunda grande guerra como capelão, relata que certa noite, esgotado, andando no meio de cadáveres, muitos deles seus amigos pessoais, entrou em desespero. Ele era um cristão, porém, tinha uma visão distorcida de Deus. Ele confiava mais nos filósofos clássicos, do que na experiência com Deus. No meio da guerra, toda aquela certeza que tinha desapareceu. Ali, em meio aquela experiência terrível ele entrou em desespero. Viu toda a sua certeza desaparecer. Foi em meio aquele terror que ele teve uma experiência autêntica com o verdadeiro Deus.

Diante do desespero Pedro começou a afundar. Mas, neste momento foi que ele teve a sua real experiência com Jesus. Ele começou a gritar por socorro. Ele gritou por Jesus: Salva-me, Senhor! A melhor coisa que aconteceu com Tillich e Pedro foi afundar. Só assim eles conheceram a fé verdadeira. Eles foram depurados de suas emoções e autoconfiança, e restou apenas a fé genuína.

Conclusão

As muitas tribulações da vida, às vezes, são tão fortes, que nos fazem temer, afundar e até mesmo entrar em desespero. É neste momento que você precisa saber que Jesus está perto, ainda que tenha dificuldades para vê-lo, ele está bem próximo e te estende as mãos. Cabe a você esticar a sua mão, para que ele possa te puxar de volta e te salvar.

Diante dos ventos fortes que nos atinge de forma intensa, devemos sempre confiar plenamente que Jesus irá nos salvar das tribulações. Ele estará sempre com as mãos erguidas em nossa direção para nos ajudar.

O tentador quer nos fazer desconfiar, quer nos roubar a atenção, ele lança suas setas para que olhemos para outro lado. Neste momento é preciso vencer a tentação e continuar crendo, apesar dos ventos contrários. É preciso manter os olhos fixos em Jesus e não se deixar levar pelas circunstâncias.