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Um homem de Deus, buscando aproximar-se do seu ser essencial através de uma vida devocional meditativa, pesquisa, leitura de grandes autores, prática de uma vida piedosa, obras de amor ao próximo, oração e muito trabalho. Apaixonado por Jesus, por sua esposa, filho e nora. Siga no Instagran: sergiorosa50

terça-feira, 5 de julho de 2022

Como retribuir um grande amor?


"As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado". (Cantares 8.7)

O livro dos Cânticos é um livro de poesia romântica. Então se você tem o seu cônjuge é um ótimo livro de meditação sobre o tema, pois fala do amor de um homem por sua esposa e da sua esposa por seu marido. É provável que Salomão tenha escrito este poema para celebrar o seu casamento com a Sulamita, aparentemente sua esposa favorita. 

Cantares é um poema que fala sobre as alegrias do amor conjugal. Judeus e cristãos veem neste livro uma correlação entre o amor que ocorre entre os cônjuges no casamento e o amor de Deus por seu povo. Os judeus leem este livro na festa da Páscoa, como referência ao Êxodo, quando Deus tomou Israel como esposa. Cristãos leem como uma ilustração do amor de Deus pelos salvos e remidos.

Sempre houve questionamento do porque o livro dos Cânticos dos Cânticos estar no Cânon, por não falar diretamente sobre Deus ou sobre uma intimidade com Deus. Haviam duas escolas teológicas, que tinham formas divergentes de ler as escrituras: Alexandria, que interpretava os textos de forma alegórica; e Antioquia, que interpretava de forma literal. Porém, não creio que se deva discutir se uma poesia é literal ou alegórica, ela é o que é, uma obra de arte para ser admirada em sua inteireza metafórica. Aqueles que eram seguidores dos entendimentos da escola de Antioquia, afirmavam que o livro era apenas uma poesia, algo que Salomão escreveu para a sua esposa, portanto, a partir desta definição, não deveria mesmo pertencer ao Cânon. Já os defensores do método alegórico, viram nos Cânticos o relacionamento de Deus para com o seu povo, portanto, o livro foi considerado inspirado e pertencente ao Cânon.

No hebraico a palavra amor é Ahavah, que pode ser qualquer tipo de expressão de amor, pelo filho, amigo, cônjuge. No grego o verbo é Agapaô, que se refere a um amor incondicional. É o amor que o apóstolo Paulo ordena a todo marido amar a sua esposa. É com este amor que Deus nos ama e que nós devemos amar a Deus.

Em Mateus 22.37 Jesus, quando perguntado sobre qual é o primeiro mandamento da Lei Hebraica, ele disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. Deus nos ama, isto é um fato, independente do que somos ou fazemos. O resultado deste amor é a sua graça ao nosso favor.

O que precisamos fazer para retribuir este tão grande amor de Deus?

1. Conhecendo a Deus

A primeira etapa de um relacionamento conjugal é conhecer o seu cônjuge. Não sabemos como Salomão conheceu a Sulamita, mas, algo nela despertou o seu interesse em conhecê-la. Ele era o todo poderoso rei de Israel, para tornar-se esposa do rei era algo bem difícil. Havia quase um desfile de miss, para que fosse escolhida as mais belas mulheres.

Da mesma forma, o nosso primeiro passo para iniciar um relacionamento com Deus é dando um passo em direção a ele para conhecê-lo.

Esta semana estive com um pastor amigo, que ficou viúvo no ano passado, ele compartilhou comigo que foi a um evento chamado “Congresso Singular”. É um trabalho voltado para o público: solteiros, viúvos e divorciados a partir de 30 anos. Achei bem interessante, é muito bem formatado. A ideia é ter um espaço onde as pessoas possam se encontrar e se conhecerem. Quem sabe não dá um match? No caso dele deu. Ele está planejando para casar-se novamente.

Se o meu amigo não tivesse dado este passo, se não tivesse se dado esta oportunidade, não teria tido a oportunidade de conhecer uma pessoa tão adorável. Da mesma forma, quem não se aproxima de Deus, não se dá a oportunidade de conhecê-lo.

2. Iniciando um relacionamento com Deus

Ir no evento foi o primeiro passo, mas, se o segundo não fosse dado, nada aconteceria, o amor não brotaria. O meu amigo foi ao evento e deixou o seu coração aberto, e após conhecer a moça, gostou, e resolveram iniciar um relacionamento.

Conhecer a Deus é o primeiro passo, e se você está lendo este texto, é porque de alguma forma você tem algum interesse em conhecer a Deus. E, se este é o seu caso, você dê o segundo passo, inicie um relacionamento com Ele. Imagina se uma pessoa vai ao Congresso Singular, conhece pessoas interessantes, mas, não abre o coração para ninguém? Ela irá continuar solteira.

Se você sente a presença de Deus, comece com ele um relacionamento ainda hoje. Ele te ama e aguarda tão somente que você se abra para iniciar este relacionamento.

3. Se entregando a ele sem reservas

Um relacionamento pleno não pode ter reservas, e preciso entregar-se por inteiro. Se você inicia um relacionamento cheio de dúvidas e com um pé atrás, poderá ter muitos problemas. Um relacionamento é algo que requer confiança. Não tem como viver com uma pessoa que você desconfia dela. Se este é o caso, é bem melhor nem iniciar.

Quando olhamos para o livro dos Cânticos percebemos um homem apaixonado por sua esposa. Ele abre completamente o seu coração e compartilha tudo o que está sentindo. Ele descreve tudo o que ela representa. Isto é fruto de quem se entregou sem reservas.

O livro de Cantares é uma ilustração perfeita para o nosso relacionamento com Deus. Um Deus que ama o seu povo, é apaixonado, e tem ótimas expectativas sobre o seu relacionamento.

Conclusão

Portanto, para retribuir este tão grande amor de Deus para conosco, é preciso aproximar-se de Deus para conhecê-lo melhor, quem sabe assim você inicie um relacionamento com ele, uma vez que ele já nos ama incondicionalmente. Mas, entregue-se sem reserva, o convite de Deus é para que você o ame de todo o seu coração e de todo o seu entendimento, só assim você conseguirá sentir o tão grande amor que Deus tem para com você.

A forma que você pode retribuir a este amor, é entregando-se a ele. Salmos 37.5 diz “Entregue o seu caminho ao senhor, confia nele e o mais ele fará”.

Se você quer iniciar um relacionamento com Deus, ore onde você estiver e diga isto para Ele. Este relacionamento se inicia a partir de um ato de entrega voluntária. Faça isto e sinta o inundar de Deus sobre a sua alma.

Pr. Sergio Rosa

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Obs.: Se você fez este ato de entrega e teve uma experiência pessoal com Deus, deixe nos comentários o seu testemunho. E, caso precise de ajuda no inicio da sua fé, deixe o seu e-mail e nós entraremos em contato, seja em que tempo for e onde estiver.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Cuide bem do seu pastor

2 Samuel 12.26-31

Joabe, o grande general das tropas do rei Davi, era um dos três filhos de Zeruia, a irmã de Davi. Foi o comandante do exército real durante todo o seu reinado. Por seu intermédio Israel conseguiu alcançar grandes vitórias. O que Davi foi para Saul, Joabe foi para Davi, com uma diferença, Joabe nunca quis ser rei, ele sempre soube o seu papel. Era temido por todos os povos devido a sua maestria em liderar os exércitos de Israel.

Um fato interessante é que o nome de Joabe não aparece na lista dos valentes de Davi, embora os seus dois irmãos, Abisai e Asael sim. O que nos leva a crer que ele era mais um líder estrategista do que um bravo guerreiro. A sua história nos mostra que tinha grande competência para tal, durante todo o tempo em que esteve nesta posição Israel jamais perdeu uma batalha. Sua força estava em sua inteligência estratégica e não em sua espada.

O que mais me impressiona em toda a história de Joabe, é que mesmo com todo o poder que tinha, sempre foi fiel e leal a Davi. Aqui temos uma grande chave para entender o sucesso do reinado de Davi. Ele tinha sobre a sua liderança homens como Joabe, que tinha duas qualidades essenciais que todo líder busca em seus liderados: fidelidade e capacidade. Mesmo homens tão poderosos como Davi precisaram de liderados competentes, bravos e fiéis ao seu lado. Artigo que não é fácil de encontrar, juntos, na mesma pessoa.

O texto nos mostra que Joabe saiu para pelejar contra Rabá, a cidade das águas. Esta era a principal cidade Amonita. Os amonitas sempre foram grandes inimigos de Israel durante toda a história. Estudiosos afirmam que foi durante esta batalha que Joabe, obedecendo ordens de Davi, levou Urias para frente de batalha para que ele morresse. Joabe conquistou grande parte da cidade, porém, quando estava para consolidar a vitória mandou chamar a Davi, para que o rei viesse e concluísse o trabalho, para que a glória não fosse atribuída a ele, mas, ao rei (v. 28). Davi foi, alcançou a vitória e foi aclamado sobre Rabá.

Eu vejo neste texto o cuidado de Joabe com a imagem do seu líder, querendo que o nome do rei se tornasse maior ainda. Joabe sabia bem que para Israel crescer era necessário que a liderança de Davi se tornasse cada vez maior. Assim, todos cresceriam. O rei é um símbolo que representa toda a nação. Um rei forte reflete uma nação forte. Da mesma forma é o pastor na Igreja. Por isto, o inimigo luta tanto para destruir o pastor. Destruindo um nome, ele consegue afetar a todos.

Baseado na experiência de Joabe, eu gostaria de meditar sobre: por que a igreja precisa cuidar bem do seu pastor?

1. Porque sem pastor as ovelhas se dispersam – Mateus 26.31

Todo inimigo sabe que o líder é o responsável por guiar seus liderados. Jesus disse isso de forma clara. O texto que Jesus está citando é do profeta Zacarias. No AT pastor não se referia a um titular de igreja, porque nem havia igreja ainda. Era utilizado para líderes. Se o líder for ferido, todo o grupo que está ligado a ele se dispersará.

A Bíblia é extraordinária e nos ensina como devemos proceder em tudo. A história Joabe é um belo exemplo espiritual de como um líder e seus liderados devem caminhar para fazer a coisa toda funcionar. A igreja dos meus sonhos é justamente assim, um lugar onde pastor e ovelhas caminham juntos, estão conectados porque sabem que um precisa do outro.

O pastor é aquele que agrega o rebanho em torno de si. Isto não é feito por imposição ou força, é feito voluntariamente. É a ovelha quem decide que deseja ser obediente e fiel ao pastor. Foi Joabe quem abriu o seu coração para Davi para ser leal a ele para segui-lo.

Quando a ovelha deixa de ouvir a voz do seu pastor e passa a ouvir outras vozes, é o momento em que ela se perde. Ela pode até estar fisicamente no mesmo ambiente, mas, a palavra do pastor para ela não faz nenhum efeito. Ela dormirá durante a mensagem, seus pensamentos vagueará, não terá prazer em ouvir a voz do pastor, ficará entediado, buscará refúgio no celular.. Tudo porque o seu coração está distante, fechado àquela liderança. Nada e nem ninguém poderá mudar esta situação a não ser a própria ovelha.

Abra o seu coração para o seu pastor te pastorear, permita que ele possa agregar a todos junto de si. Não queira ser alguém de coração fechado para receber o pastoreio.

2. Porque sem pastor as ovelhas não tem direção – João 10.2-4

Joabe compreendia bem o que Davi representava para todo o povo. Ele era a pessoa que Deus escolheu para dirigir o povo, para liderá-los, e para mostrar o caminho. Este é o papel do pastor, apontar qual a direção. Joabe entendeu bem isto, ouvia e seguia ao seu líder com fidelidade.

Eu penso que qualquer pessoa pode ser um pastor, assim como qualquer pessoa poderia ocupar a função de rei no lugar de Davi. O problema é que apenas um é escolhido para tal função. Não podem haver dois, para não dividir o povo. É apenas um mesmo. Ainda que uma igreja tenha diversos pastores auxiliares e líderes competentes, ainda assim haverá apenas um pastor. Para que este mostre apenas uma direção e não deixe as ovelhas baratinadas.

Deus vocaciona pastores para dirigir o seu rebanho, mas, é preciso que as ovelhas ouçam a voz do seu pastor. Reconhecer a voz é obedecer, é seguir a direção que está sendo apontada.

Talvez alguém possa perguntar, mas, e se o pastor se perder e for na direção errada? Bom, eu não posso falar por outros pastores, eu sei de mim, eu sei quem eu sou e sei do meu comprometimento. Sei que por onde passei não deixei rastro algum de destruição ou dívida.

3. Porque se o pastor estiver bem poderá cuidar das ovelhas

Joabe sabia que Davi precisava estar bem para cuidar do seu povo. Se um líder não estiver bem, como poderá tomar boas decisões e fazer o seu trabalho. Por isto, tudo o que esteve ao alcance de Joabe, para proteger e cuidar do seu líder, ele fez.

O pastor precisa cuidar de seus próprios problemas, resolver bem as questões de sua casa, de sua família, além cuidar de sua saúde emocional, física e espiritual. Porque ele precisa estar saudável para cuidar de cada ovelha e resolver cada problema que a igreja apresenta. E, olha que não são poucos.

Por esta razão se faz necessário que haja diversos Joabes na vida dos pastores. Homens comprometidos, fieis, capacitados, para ajudar ao pastor no pastoreio.

Conclusão

“Cuide bem do seu pastor” é uma mensagem de desafio, para que a igreja aprenda a cuidar bem do seu líder espiritual. Ajude-o a desenvolver a obra. Apoie-o. Crie condições para que ele se sinta confortável para a realização do trabalho.

Nesta mensagem, falo a partir de uma perspectiva de Pastor Batista, pois não sei como funciona o relacionamento 'pastor x ovelha' em outras denominações.

Cuide bem do seu pastor, para que ele esteja bem para cuidar bem de você e de sua família; para que ele esteja bem para trazer a revelação de Deus; para que possa trabalhar para levar o rebanho ao crescimento.

No que você pode, trabalhe para que o pastor esteja bem para desempenhar bem as suas funções. Seja uma ovelha do tipo Joabe, aquele que é capacitado e fiel, que faz tudo para que a sua igreja cresça e se fortaleça.

Pr. Sergio Rosa

terça-feira, 7 de junho de 2022

Pequenas concessões, grandes tragédias

2 Samuel 11.1-17

Outro dia eu ouvi um testemunho de um pastor que durante um bom tempo teve um grande ministério, conhecido no Brasil e no exterior, mas, caiu de tal forma que o seu nome ficou estampado em vários jornais e telejornais por semanas. Segundo sua narrativa, a sua queda começou com pequenas concessões. Ele viveu um casamento de vinte e cinco anos e nunca havia sequer pensado em trair a sua esposa. Nunca se permitiu a nenhum tipo de olhar ou gracejo com qualquer outra mulher. Quando estava no auge do seu ministério, começou a perceber muita hipocrisia entre líderes evangélicos e aquilo começou a perturbá-lo. Ele se fez muito popular, tornando-se a voz evangélica brasileira por um tempo. muito crítico aos pastores que considerava hipócritas. Ele que sempre foi um homem de oração, se viu diminuindo a qualidade de sua intimidade com Deus dia após dia. O que o deixou bastante fragilizado espiritualmente.

Um belo dia, ele começou a notar que a sua secretária olhava para ele diferente, depois notou que ela nutria por ele uma paixão. Ele começou a gostar disto e a partir daí, começou a fazer uma pequena concessão, permitiu que aquele sentimento povoasse a sua mente e germinasse em seu coração. Não demorou para que aquele pequeno fogo se tornasse uma fogueira. Aquilo que era inicialmente uma pequena concessão, foi se transformando em um caso concreto.

Segundo ele conta, ficou abaladíssimo com tudo aquilo e queria morrer. Orou pedindo para que Deus o levasse. Porém, sabemos que esta oração não funciona. Somos nós que devemos resolver este problema e não Deus. Cabe a nós fugir de toda a aparência do mal. O que Deus pode fazer é nos fortalecer no enfrentamento. Entretanto, a decisão estará sempre em nossas mãos.

Após ter concretizado o seu desejo, aquele pastor confessou todo o ocorrido para a sua esposa. Eles se separaram logo em seguida. Como era de se esperar de qualquer paixão, aquele fogo arrebatador pelo seu affair, logo se esfriou. Eles não ficaram muito tempo juntos. Após algum tempo ele conheceu outra pessoa e casou-se. Isto já tem mais de duas décadas. Ele reconstruiu a sua vida. Mas, jamais voltou a ser o mesmo, nunca mais teve o mesmo brilho. Com profunda tristeza, ele estava compartilhando aquele testemunho com outros pastores, para alertá-los sobre o perigo das pequenas concessões. A queda de um cristão autêntico, em geral, começa com pequenas concessões, que levam a grandes tragédias.

Quando um carro começa a apresentar pequenos barulhos, deve-se parar e verificar do que se trata, pode ser o prenúncio de um grande defeito. A revisão preventiva elimina muitos problemas na raiz, não espera que o carro pare ou que quebre no meio da viagem. Pequenas concessões são como os barulhos iniciais que um carro apresenta antes de enguiçar. Previna-se evitando que eles aumentem, resolva-os assim que eles se apresentarem.

A partir do texto proposto, convido você a refletirmos sobre as concessões de Davi e suas consequências:

1. Primeira concessão: Davi não foi para a guerra (v.1)

Davi é lembrado e festejado como o maior rei de Israel, de todos os tempos. Ele foi o segundo rei de Israel (Se desconsiderarmos Isbosete), substituindo Saul, após quarenta anos de reinado. Davi chegou ao trono por sua virtude de grande guerreiro. Ele era aclamado herói nas batalhas. Realizou grandes feitos nas guerras. Ampliou os territórios de Israel e venceu muitos dos seus inimigos. Mas, um belo dia, ele simplesmente não quis sair para guerrear. Ele fez uma pequena concessão a si mesmo.

Esta foi uma pequena concessão, aparentemente insignificante, afinal, um homem, ainda que um rei, tem direito a um descanso. No entanto, Davi não era para estar ali, nenhum outro homem de guerra estava, todos haviam ido para a batalha, e o que se esperava do rei é que ele estivesse liderando os seus exércitos. O início do verso 11.1 Diz: “no tempo em que os reis costumavam sair para a guerra”. O que ele queria ficando sozinho em casa?

Diz-se que mente vazia é oficina do mal. E, no caso de Davi, parece que esta premissa foi bem verdadeira. É preciso ter cuidado com a ociosidade, com a mente vazia, com a despreocupação, e sobretudo, cuidado com as pequenas concessões que você se permite.

Esta primeira concessão levou à segunda concessão e sua consequência:

2. Segunda concessão: Davi olhou para Bate-Seba (v.2)

Como Davi não tinha o que fazer, foi procurar. Enquanto os seus homens estavam no campo guerreando, o grande guerreiro de Israel estava totalmente ocioso passeando no pátio do palácio real. Foi neste momento que ele viu Bate-seba tomando banho. Ele viu que ela era muito formosa. Ela era mulher de Urias, um dos valentes de Davi. Os banhos naquele tempo eram demorados e havia as servas que ajudavam.

Davi se deixou levar a uma segunda concessão, permitiu-se continuar ali contemplando toda aquela beleza. O texto diz que a mulher era “mui formosa”. E, deveria ser mesmo, afinal, Davi possuia várias mulheres e tinha o direito legal de ter tantas outras que quisesse. Poderia escolher a quem quisesse, mas, Bate-saba tinha algo especial, uma beleza distinta, singular, algo diferenciado que fez o poderoso rei de Israel tremer na base. Quando a viu, ele teve a oportunidade de recuar, desviar o olhar, fugir dali, porém, ele não o fez. Neste momento ele foi completamente dominado de desejo lascivo e se deixou conduzir por ele.

Isto nos leva a pensar sobre o que os nossos olhos desejam, aquilo que nos permitimos cobiçar. Mateus 6.22-23 diz: “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas”. O fato de ver alguma coisa, seja um homem atraente ou uma mulher bonita, é natural que aconteça, afinal, temos olhos para ver. Porém, o que você faz com o que vê é o que faz a diferença. Você pode ver algo desejável, mas, perigoso, e seguir em frente deixando aquilo lá onde está, ou pode dar asas à sua imaginação e se deixar dominar pelo desejo.

O que você tem visto, tem te chamado atenção e você tem se permitido olhar novamente? No caso de Davi foi uma mulher, mas, e no seu caso, o que é? Um dinheiro que não te pertence e que você viu facilidade e pegou? Uma bebida, uma droga, uma mulher, um homem, uma imagem nas redes sociais, uma posição, um cargo..?

Esta segunda concessão de Davi o levou a uma terceira concessão e suas consequências:

3. Terceira concessão: Davi tocou em Bate-Seba (v. 4)

Após tê-la visto e desejado, Davi se permitiu a mais uma concessão, ele usou o seu poder de rei para tomar aquela mulher e deitar-se com ela. “Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:15).

Davi concretizou ali o seu pecado. A partir deste momento começaria a vir os resultados do seu erro. Quanto mais mergulhamos no pecado, maiores são as consequências. Em geral as pessoas acham que Deus irá puni-las quando fazem coisas erradas. Assim, elas veem a Deus como um carrasco que só quer nos privar do prazer e não um pai amoroso que deseja nos proteger. Então, elas fazem algo errado e ficam esperando que algo ruim aconteça de imediato. Como não acontece nada, então elas pensam que está tudo certo e continuam fazendo concessões. A verdade é que um abismo chama outro abismo. As consequências vem. Não é uma ação de um Deus carrasco punindo um pecador, mas, o resultado direto de uma ação impensada. No caso de Davi, Bate-Seba ficou grávida e a coisa nao ficou boa. Se fosse alguém pego em uma corrupção, furto ou roubo, poderia ser preso. O preço pelo prazer duvidoso é muito alto. Não vale a pena. Mas, trata-se da consequência natural do engano e não de uma maldição de Deus. O que perdemos de Deus é muito maior, a intimidade com ele e a sua presença.

Cuidado com o que está atraindo o seu olhar, se você já percebeu que é errado, melhor fugir, antes que o pecado seja consumado. Antes que comecem a chegar as faturas da inconsequência.

4. Quarta concessão: Davi matou Urias

A gravidez de Bate-seba seria um grande problema para Davi. Seria acusado de adultério por ter possuído a mulher de um de seus principais homens de guerra. Seria um escânda-lo. Pela lei, ambos deveriam ser apedrejados. Então, Davi decidiu secretamente assassinar a Urias. Mandou o general Joabe colocá-lo na frente da batalha e deixá-lo lá para morrer pela espada dos amonitas.

Que atitude repugnante teve Davi naquele dia. Para encobrir os seus erros ele cometeu um erro ainda maior, matou um dos seus principais homem de guerra, para não ter que responder por sua loucura.

Meu sogro foi um alcoólatra por muitos anos. Quando eu conheci Rosana ele participava do AA há cerca de vinte anos. Nós fomos a algumas reuniões  com ele e eu ainda me lembro do lema: “Evite o primeiro gole! O álcool é uma doença progressiva e incurável”. Ninguém se torna alcoólatra com um copo de bebida, mas, se evitar o primeiro copo, jamais haverá o segundo. Se você evitar as pequenas concessões, jamais terá que chegar às maiores.

Cuidado com as pequenas concessões que você começa a fazer, porque elas podem ser pequenas agora, mas, pode tornar-se grandes. Davi começou com um olhar e terminou com um assassinato nas mãos.

Conclusão

O resultado das concessões de Davi, no longo prazo, foi que ele nunca mais foi o mesmo, nunca mais teve paz em sua família: O filho de Bate-seba, fruto deste adultério, morreu; Amnom, filho de Davi estuprou a própria irmã Tamar; Absalão, seu irmão o matou para vingar a irmã; Absalão conspirou contra o próprio pai para matá-lo e tomar o seu reino; Absalão mandou armar barracas e se deitou com as mulheres de seu pai diante de todos para humilhá-lo; Absalão foi morto por Joabe; Salomão matou o seu irmão Adonias para ficar com o trono.

Deus tinha um plano para Davi, porém, ele preferiu escolher outros rumos e tomar decisões insensatas que o levou a arruinar tudo aquilo que Deus preparou para ele.

O Pastor que eu citei no início tornou-se muito amargurado, ele perdeu tudo o que Deus havia lhe dado, e apesar de ter se arrependido, perdoado por Deus, reconstruído a sua vida, nunca mais foi o mesmo outra vez. Aquela luz que víamos nele, nunca mais brilhou novamente tão intensamente como antes.

Eu entendo que Deus perdoa os nossos pecados, quando nos arrependemos sinceramente, porém, nós colhemos os frutos do que plantamos. Não ficamos livres das consequências do pecado. E, mesmo depois do perdão de Deus, as cicatrizes do pecado ainda permanecem. E quanto pior o pecado, mais profunda serão as cicratrizes na alma.

Fuja das pequenas concessões! Elas podem gerar grandes consequências e arruinar a sua vida, seu ministério, sua carreira profissional, sua família, seu relacionamento com Deus. Portanto, por melhor aparência que Bate-Seba tenha, não vale a pena. Entenda aqui por Bate-seba, tudo aquilo que tem atraído os seus olhos. O final das pequenas concessões são as grandes tragédias. Não vale a pena trocar alguns momentos de prazer por uma vida debaixo dos propósitos de Deus.

Pr. Sergio Rosa

segunda-feira, 16 de maio de 2022

A Família e a Batalha Espiritual

Lucas 12.39

A família sempre foi e sempre será um alvo do inimigo. Satanás, o nosso adversário, não cessa em querer acabar com esta instituição criada por Deus. São muitas as armadilhas, ataques e situações complicadas que temos que enfrentar, nas quais o inimigo está por trás articulando. Por esta razão, a família precisa ser uma fortaleza espiritual, um lugar de proteção e refúgio para os que ali se abrigam. Para que a sua família seja este lugar seguro, é preciso que haja vigilância diária.

Este texto faz parte da chamada “Parábola do Servo vigilante”. Jesus alertou que seus discipulos deveriam estar ligados com os céus todo o tempo. Partindo desta parábola, gostaria de enfatizar sobre a família e a batalha espiritual. Jesus neste texto diz que a qualquer momento uma casa pode ser atacada pelo inimigo, portanto, devemos ficar vigilantes para que o inimigo não consiga entrar em nossas casas.

O ladrão é o diabo, que vem para roubar, matar e destruir. Jesus está nos alertando sobre a possibilidade de invasão espiritual maligna em nossa casa, e que não sabemos que horas, e nem como, ela irá acontecer. Portanto, o remédio é ficar preparado durante todo o tempo.

Como podemos enfrentar a batalha espiritual a favor de nossa família contra os poderes das trevas?

1. Vigiando em todo o momento

Jesus alerta para a questão da vigilância, "se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão". A questão é que não sabemos a que hora nossa casa sofrerá uma tentativa de invasão, mas sabemos que a qualquer hora isto poderá acontecer, então devemos ficar preparados a todo o instante, vigiando sempre.

Quando estive pastoreando na Bahia, a cidade era muito tranquila, naquela época não haviam assaltos, hoje está bem mudado devido ao tráfico de drogas. Nós deixávamos tudo aberto e sem grades. Um dia, no entanto, um indivíduo entrou no quintal da casa, quando não estávamos, furtou alguns sapatos e tênis. Depois disto, elevamos o muro dos fundos e colocamos vidro. Aqui no Rio, sofremos um furto de bicicletas. Um dia entraram pelo portão e levaram duas bicicletas. Após o furto, levantamos mais o muro e o portão. Se tivéssemos feito isto antes, não teríamos sofrido a invasão. Mas, contamos com a tranquilidade do lugar. As vezes a tranquilidade nos faz perder a vigilância.

Já aconteceu em minha casa de estarmos bem, não havia nenhuma crise aparente, mas, do nada começamos a nos desentender ou então, as coisas começaram a dar errado. Quando isto acontece, nós paramos tudo e passamos a orar. A oração é uma das princípais armas de proteção espiritual que temos à nossa disposição para utilizar. 

É preciso orar e vigiar em todo o tempo. Sempre verifique se há alguma porta ou janela aberta antes de relaxar. O maligno se aproveita de pequenas brechas para entrar, a intenção dele é: roubar, matar e destruir. Pequenas discussões, pequenos desentendimentos, pequenas desconfianças, pequenas irritações. Coisas, aparentemente sem nenhuma significância. Mas, que, se deixada de lado pode se transformar em um grande problema. Neemias, quando partiu para Jerusalém, tratou de levar o povo a reconstrução dos muros, e tapar as brechas. Enquanto eles reconstruíam, eles vigiavam para que nenhum inimigo invadisse.

Vigia a sua casa e sua família, não espere o inimigo entrar para que você comece a fazer a proteção que precisa. Vigie nos mínimos detalhes, vigie nas palavras que são ditas, vigie no trato uns com os outros, vigie nas tarefas que você precisa realizar em casa, vigie no cuidado e vigie na emoções.

2. Resolvendo os problemas do dia a dia

Precisamos trabalhar diariamente na resolução dos problemas para que eles não cresçam e se avolumem demais. Se empurramos os problemas para debaixo do tapete, uma hora a coisa explode e a sujeira se espalha e suja toda a casa.

Temos um casal de amigos que são muito queridos. Lembro que eles fizeram uma casa nova e decidiram não utilizar cesto de lixo no banheiro, eles jogavam o papel no vaso e davam descarga. Até que, certa vez, a água do vaso começou a descer mais lentamente, mas continuaram jogando o papel no vaso até que o vaso entupiu e parou de descer água. Havia dado um problema na saída do esgoto na rua e durante um bom tempo todo o papel ficou sendo acumulado no cano. O resultado foi que entupiu o esgoto. Eles tiveram que quebrar tudo, tirar todos os canos e retirar aquele monte de papel usado. Foi uma situação bastante complicada.

Assim são algumas famílias, não percebem que estão juntando problemas e não param para solucionar. E quando finalmente não tem mais jeito, são forçados a encarar o problema, e neste momento a coisa fica bem feia.

Resolvam seus problemas constantemente, não acumulem. O acumulo de problemas são brechas que o inimigo pode utilizar para invadir a sua casa. Peça ao Senhor que te ajude a ter sabedoria e inteligência para resolver os problemas do dia a dia.

3. Protegendo a casa

Como podemos proteger espiritualmente a nossa casa? Gostaria de ressaltar as armas ideais para o cristão proteger o seu lar contra as investidas do inimigo:

Meditação na Palavra de Deus – Na Bíblia encontramos o alimento espiritual que precisamos para fortalecer a nossa família. A Bíblia é também uma poderosa espada, com a qual podemos atacar e nos defendermos.

– Sem fé é impossível agradar ao Senhor. A fé gera esperança, e esperança é uma arma poderosíssima. A fé é capaz de mover montanhas. A fé permite que você acredite que o impossível pode acontecer em sua família.

Oração - A oração atrai e enche o nosso lar com a doce presença de Jesus. Pela oração temos autoridade para repreender o mal e abençoar a nossa casa.

Jejum - O jejum potencializa a nossa oração. Este momento de abstenção de alimentos serve para nos quebrantar. Ficamos mais sensíveis às coisas espirituais através do jejum.

Adoração - A adoração precisa ser o estilo de vida da família. Em tudo o que o crente faz ele glorifica ao Senhor. A verdadeira adoração atrai a presença do Senhor. Os filhos de Eli, Ofini e Finéias são exemplos claros de uma adoração suspeita, que desagrada a Deus.  

Amor – O apóstolo Paulo diz em I Coríntios 13.13: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor”. O amor é a maior arma espiritual para proteção de sua família. Portanto, ame a sua família incondicionalmente.

Conclusão

São muitas as lutas, provas e ataques malignos que as famílias enfrentam. Mas se fizermos do altíssimo a nossa habitação nenhum mal nos sucederá, nem praga alguma chegará a nossa tenda. Continue crendo e colocando a sua casa sob a proteção do Senhor.

Tenha um tempo de leitura bíblica e oração em família, vigie em tudo, tape todas as brechas, não permita que o inimigo entre em sua casa. Peça sempre ao Senhor para te dar sabedoria, para que você e sua casa vivam sempre em harmonia e tenham diariamente uma solução para os problemas que surgem.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

O desafio da maternidade na pós-modernidade

I Reis 3.16-28


O texto fala sobre duas mães que desenvolviam uma atividade profissional bastante difícil para quem quer ser mãe. O texto diz que elas eram prostitutas. Ambas tiveram um filho, porém, uma das mães sufocou o seu filho enquanto dormia. Quando acordou, viu que o seu bebê estava morto, foi e trocou o seu pelo outro bebê que estava vivo. Quando a outra mãe acordou, viu que o menino que estava em seus braços estava morto, porém, atestou que aquela criança não foi a que ela deu à luz. Elas devem ter brigado bastante, trocado ofensas, e como não conseguiram resolver, buscaram o rei para julgar aquela causa.

Neste tempo os reis eram também juízes. Eles julgavam as causas que lhes eram apresentadas. O rei Salomão estava recém empossado em seu trono. Aquela foi uma espécie de prova de fogo para testá-lo. Havia provavelmente uma torcida para que ele se desse mal. Todo líder, no início de sua liderança, precisa ser testado. O grupo irá se encarregar de fazer isto naturalmente. Dentro de todo grupo existirão aqueles que são a favor, e torce para o líder se dar bem, e o apoia no que for preciso; existem aqueles que tanto faz, se cair vem outro, ou, se ficar nós o apoiamos; mas, existem também os que torcem para o novo líder cair, e faz tudo o que pode para que isto aconteça. São pessoas do mal, gente de coração perverso, amarguradas de espírito, que, devido a alguma questão pessoal, não quer ver o grupo avançar.

Não havia teste de DNA, então, como provar quem era a mãe verdadeira? Salomão pediu que lhe trouxessem uma espada e propôs o seguinte: Vamos cortar a criança ao meio e dar metade para cada uma. Uma das mães falou: Não faça isto, pode entregar o menino vivo para a outra; A outra mulher, no entanto, disse: Que não seja nem meu nem teu, seja dividido. Salomão então, entendeu que a mãe que queria o filho vivo era a mãe verdadeira. Porque a essência de ser mãe está em expressar o amor pelo filho através de atitudes concretas. Ela poderia não ser a mãe biológica, mas, provou que seria uma verdadeira mãe. Já a outra mulher, caso fosse a mãe biológica, não seria uma mãe de verdade, pois, o seu posicionamento atestava que não tinha amor pela criança.

Diante do exposto, podemos pensar nos desafios da maternidade na pós-modernidade. Quais são os desafios maternos diante de um mundo pós-moderno?

1. Desafio da Proteção

Das duas mães que vimos no texto, uma não conseguiu proteger o filho nem de si mesma. Em um ato de descuido ou extremo cansaço, ela dormiu sobre o seu próprio filho e o sufocou.

Vivemos em um mundo de muitos perigos e ameaças, os nossos pequenos são indefesos e precisam de proteção para sobreviver. Infelizmente, as vezes as crianças precisam de proteção dos próprios pais. De todos os animais, o ser humano é o único que depende em tudo da mãe para sobreviver.

O historiador romano Caio Plinio disse que: ‘O homem é o único animal que não aprende nada sem ser ensinado: não sabe falar, nem caminhar, nem comer, enfim, não sabe fazer nada no estado natural, a não ser chorar’. De fato, em tudo o ser humano necessita de seus pais, sobretudo, de sua mãe.

Muitos são os problemas e dificuldades que as mães enfrentam para dar proteção a uma criança. Sempre houve pessoas perversas para influenciar negativamente as crianças, e por isto os pais sempre precisaram ficar bastante atentos para não permitir que estes indivíduos chegassem próximos aos seus filhos. Porém, com o avanço da tecnologia este risco aumentou exponencialmente. Dentro de casa, aparentemente protegido em seu quarto, as crianças sofrem tremendo assédio através das mídias sociais. Cabe aos pais regularem o que os seus filhos acessam e estabelecer limites.

Nenhuma criança gosta de limite, elas gostam de sentirem-se livres, desde bem cedo. Você tenta controlar ela em seus braços e ela faz de tudo para se soltar. Na adolescência, eles fazem de tudo para voar. Porém, ainda não sabem o risco que correm. Há um tempo certo para voar, a ave que tenta antecipar isto, pode se machucar ou até mesmo morrer. Por isto, cabe aos pais estabelecer limites. Eles não vão gostar, mas, é preciso para proteção deles mesmos, até que tenham maturidade e sejam capazes de tomar decisões seguras.

Se você não sabe como fazer, busque em Deus a sabedoria. O Senhor dá a todos que precisam e nele confiam. Seja um intecessor dos seus filhos diariamente. A oração de uma mãe toca o coração do Pai.

2. Desafio da Orientação

Diante do perigo iminente, cabe aos pais orientar diariamente, sem cessar, aos seus filhos, para que eles possam aprender a defender-se de pessoas mal intencionadas, seja presencial ou virtualmente.

Provérbios 22.6 diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar”. É papel dos pais ensinar aos filhos trilhar o bom caminho e desviar-se do mal. Eles querendo ou não, cabe aos pais o dever do ensino. Em geral a mãe dedica mais tempo aos filhos do que o pai. É uma grande responsabilidade, preparar um filho para o mundo.

Eu ouvi uma mensagem do Pr. Paschoal Piragine, que ele dizia que nós não criamos os nossos filhos para nós mesmos, criamos eles para eles mesmos, para seus cônjuges e para encarar o mundo. De fato, na criação precisamos pensar que eles não estarão para sempre debaixo de nossas asas e é preciso confiar que o que você ensinou irá funcionar.

Meu filho irá casar-se em breve. Ele vai começar a sua própria família. A partir daí, as escolhas serão dele e de sua esposa. Não convém eu e minha esposa nos metermos na vida deles, a não ser que sejamos convidados pelo casal para aconselharmos. Mas, de qualquer forma serão marido e mulher que deverão decidir sobre as suas vidas e de seus filhos quando vierem. Eu espero que demore bastante, não tenho pressa para ser avô.

3. Desafio do Empurrão

Eu lembro de um documentário que vi sobre as águias. Quando ela é pequena os papais águias caçam e dão o alimento na boca do filhote. Eles fazem isto até que o filhote esteja maduro para voar. Quando isto acontece, os pais simplesmente abandonam o ninho e vão embora. Eu vi este documentário e fiquei com dó da cara da águia quando percebe que não terá mais o alimento na boca. Não terá mais roupa lavada e passada, casa limpa e comidinha na mão. A águia filhote, fez uma cara tão triste que dava pena. Mas, se talvez se os pais águia não fizerem isto, os filhotes poderão querer permanecer no ninho a vida toda, recebendo comidinha na boca.

Eu assisti a uma aula do professor Clóvis de Barros Filho, onde ele falava de seu filho. Ele disse: eu acho que meu filho gosta mais da minha casa do que eu. É muito cômodo ficar na casa dos pais. No Brasil parece que isto é mais intenso. Entre os americanos de classe média, quando o jovem faz dezoito anos, eles vão para a Universidade, em geral bem distante de casa, e nunca mais volta. Da faculdade eles já ingressam na vida profissional e organizam a sua própria vida.

Na pós-modernidade percebe-se que há filhos que querem ficar em casa, e até alguns pais que querem que seus filhos fiquem em casa, mas, eles precisam crescer e ter o seu próprio ninho. As vezes eles não querem voar, e é preciso dar um empurrãozinho para eles voarem. Porque esta é tendência natural.

Conclusão

É um desafio enorme criar os filhos diante dos imensos desafios da pós-modernidade. Parece que o mundo nunca girou tão rápido, não conseguimos acompanhar tantas mudanças, e não são apenas mudanças tecnológicas, são também comportamentais. Antes quando um bebê nascia, pelo órgão genital nós sabíamos se era homem ou mulher. Hoje se discute se o sexo da criança pode ser classificado a partir desta definição; os cascos de Coca-Cola eram duráveis, hoje são descartáveis. E, parece que os relacionamentos acompanharam esta tendência e se tornaram sem comprometimento real; Até a forma de trabalhar tem mudado rapidamente. É muito comum trabalhar de casa, utilizando apenas computador ou celular. Eu e o meu filho, por exemplo, trabalhamos a maior parte do tempo em home office; A TV que era canal aberto, virou TV por assinatura, e evoluiu para a modalidade streaming. Pra mim é bem melhor, vejo o filme a hora que eu quero, e não na hora que a emissora quer; O que se fazia apenas em um estúdio, agora pode ser feito apenas com um celular, e um monte de gente ganha dinheiro apenas produzindo conteúdo.

Os desafios da pós-modernidade são enormes, as mães precisam ter muita perna para acompanhar tantas modificações. É preciso estar muito atenta com está próximo, para que não queira roubar o seu filho e trocá-lo por um morto. Pode ser que o outro não faça isto literalmente, mas, pode apresentá-lo à desgraça das drogas. E, quando o adolescente entra por esta linha, ele fica parecendo um zumbi. Como se tivessem trocado o seu filho por um morto vivo.

Mamãe, cuide bem de seu filho, proteja-o, ensine-o, e na hora certa, empurre-o pra fora do ninho. E, que Deus te abençoe nesta linda e maravilhosa missão.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Recebi poder. E agora?

Atos 1.8

Poder de forma geral é um revestimento que alguém recebe para realizar alguma coisa específica. Só se pode exercer o poder quando se recebe autorização para isto. Somente pode se transferir ou delegar poder para o outro aquele que recebeu autoridade para isto. Por exemplo: Para exercer a medicina é preciso que um grupo de pessoas legalmente autorizadas, denominado Conselho Regional de Medicina, credencie uma pessoa para tal. Da mesma forma pastores Batistas. É preciso que a igreja reunida, juntamente com a Ordem de pastores, credencie um candidato para exercer o ministério pastoral. Estes e outros grupos têm o poder para dizer quem pode ou não exercer determinadas profissões, porque alguém que tinha autoridade lhes conferiu este poder.  Nós recebemos o poder do Espírito Santo, do próprio Deus, fomos revestidos do poder divino para cumprir uma missão. A pergunta é: E agora, o que eu faço com todo este poder?

Muita gente recebe um poder, mas, não sabe como utilizá-lo. Eu e minha querida esposa assistimos outro dia um filme chamado Shazan. É a estória de um menino de quatorze anos que recebe o poder de um mago para se transformar em um super herói, porém, ele não sabe utilizar de imediato todo o poder que recebe. Então, ele utiliza os seus super poderes para o benefício próprio. Como um menino, ele age como um menino, vai para as ruas dar autógrafos, tirar selfies, e cobra por isto.  É preciso surgir um super vilão, para tentar destruí-lo e tomar o seu poder, para que ele perceba que tudo o que lhe foi dado é para cumprir uma missão: proteger o mundo contra o mal.

Nós temos o poder que nos foi dado pelo Espírito Santo, mas, nos comportamos como aquele menino que não sabe para que ele recebeu tal poder e queremos usar este poder somente para nós mesmos, porém, Jesus deixou bem claro onde e como deveríamos utilizar todo este poder.

Jesus havia ressuscitado e muitos discípulos estiveram com ele durante um espaço de cerca de quarenta dias. Ele apareceu para cerca de quinhentas pessoas. Pouco antes de ascender aos céus Jesus estava reunido com os seus discípulos quando fez a sua última declaração. Neste momento Jesus prometeu para que eles receberiam poder para cumprir uma missão.

Como se deu esta promessa que Jesus fez aos seus discípulos e o que eles deveriam fazer?

1ª "Receberiam poder".

A primeira promessa de Jesus neste verso é que eles seriam revestidos de poder. O que significa que eles teriam autoridade para fazer algo. A missão de Jesus era simples, eles deveriam ser suas testemunhas. Deveriam contar ao mundo tudo o que Jesus fez. Deveriam compartilhar a mensagem do reino de Deus para que outros também tivessem oportunidade de participar.

Eu lembro quando trabalhei em uma grande empresa. Entrei como assistente, depois de uns três ou quatro anos a empresa decidiu me promover e recebi a função de chefia. Neste momento eu fui revestido de autoridade sobre os meus companheiros, que antes eram apenas seus colegas de trabalho. O que mudou? Eu fui revestido de poder para liderá-los. Este poder foi me dado para que eu coordenasse o trabalho de equipe. Caso eu não cumprisse o meu papel, provavelmente eu seria demitido, porque não utilizei com excelência o poder que me foi confiado.

Quando nós nos convertemos, recebemos poder para cumprirmos uma missão. Antes da conversão não temos o poder do Espírito Santo, este poder só nos é dado quando entregamos a ele as nossas vidas. E, neste momento, somos capacitados a testemunhar o seu amor e a sua justiça.

II Reis 9 conta a história de quando Jeú foi ungido rei de Israel. Eliseu manda um dos seus discípulos pegar um vaso de azeite e ungir a Jeú como rei. Jeú era comandante do exercito. O moço vai com muito medo e faz o que o profeta mandou e foge. Logo depois os outros capitães ficam sabendo o que aconteceu, lançam suas capas, tocam o shofar e declaram, Jeú é rei. Veja que, a cinco minutos atrás ele era somente um comandante do exército, mas, depois de um simples ato, ele recebe a investidura de um rei. 

Neste verso, Jesus está informando para os seus discípulos que eles receberiam poder espiritual para realizar uma grande missão, eles seriam suas testemunhas.

2ª "Receberiam o Espírito Santo".

Quem recebe poder ou autoridade, recebe de alguém que tem o poder de conceder tal autoridade, se não ela não serve para nada. Eu posso chegar aqui e dizer, a partir de hoje todos vocês são príncipes e princesas, mas, nada aconteceria. Eu não tenho autoridade para isto, então minha palavra será inútil. Mas, posso levar pessoas aqui a serem consagradas a pastores e líderes da igreja. Para isto eu tenho poder e autoridade. No caso de Jeú, Eliseu tinha poder reconhecido para ungir alguém para ser rei.

No caso dos discípulos, eles receberiam poder que vinha do próprio Deus. Ele os capacitaria para realizar a grande obra para o qual foram comissionados. Este fato acontece primeiramente durante a festa de Pentecostes, quando os discípulos estavam todos reunidos em Jerusalém. Hoje acontece quando cremos em Jesus e entregamos a ele as nossas vidas.

O Espírito Santo seria o poder capacitador, para que os discípulos pudessem realizar a missão. 

3ª "Seriam testemunhas de Jesus"

Quando se recebe um poder ou uma autoridade é para ser utilizado para um fim específico. Jesus declarou para o que eles receberiam todo aquele poder. Os discípulos seriam testemunhas dele. Onde eles fossem compartilhariam a história do que Jesus fez. Simples assim. O poder não era para benefício próprio era para ser utilizado para que outras pessoas tivessem a oportunidade de também conhecer a Jesus.

Quando discipulamos alguém, estamos utilizando o poder que o Espírito Santo nos concede. Quando nos calamos, nós tornamos todo este poder obsoleto. O poder do Espírito não é para realizarmos cultos para nós mesmos nos sentirmos bem, mas, é para que vidas sejam alcançadas.

4. “Testemunhariam em Jerusalém, toda Judéia, em Samaria, e até nos confins do mundo"

Há um sentido lógico no que Jesus disse. É preciso começar por Jerusalém, ou seja, por aqueles que estão mais próximos. Nossos vizinhos, amigos, parentes. Depois, pensar em nosso entorno: Em toda a Judeia. Em nosso caso, Duque de Caxias é a nossa Judeia. Devemos também pensar em alcançar aqueles que consideramos desprezíveis, que para o povo judeu eram os samaritanos. Estes representam aquelas pessoas que não queremos em nossas igrejas, porque as rejeitamos. E, então, por último, pensar nos lugares mais distantes.

O que Jesus propôs não é uma lista para escolhermos qual povo queremos alcançar, mas, mostrar que todos precisam ser alcançados, porém, primeiramente aqueles que estão próximos a nós. O Eu+1 é uma ferramenta que visa viabilizar esta ordem de Jesus. Pensar em discipular aquele que está perto de nós. E para isto o Espírito Santo nos capacita.

Conclusão:

Jesus veio a terra, se fez homem, habitou entre nós, entregou sua vida na cruz do calvário para nos salvar da condenação eterna e nos enviou o seu Santo Espírito. Ele prometeu que por seu intermédio receberíamos poder, através do recebimento do Espírito Santo em nossas vidas, e este poder deverá ser usado para um objetivo específico, ser testemunha do Senhor Jesus. Discipular pessoas pelo poder do Espírito Santo. Contar para as pessoas sobre as boas novas de salvação. Esta é a nossa missão.

terça-feira, 12 de abril de 2022

Transformando o vale de Baca em manancial

Salmo 84.5-6

As versões mais antigas traduzem vale árido como vale de Baca. O vale de Baca era uma região desértica, um lugar seco, sem vida. O texto fala sobre o homem bem aventurado, que tendo passado por ali, faz dele um manancial. O que podemos aprender com isto é que, não importa o lugar onde você está, o que importa é a transformação que você poderá realizar ali, através do poder de Deus. O lugar no qual você está hoje pode ser um deserto árido, mas creia que ele poderá ser transformado em manancial, simplesmente pela sua presença ali. O vale de baca representa o poder de Deus sobre a impossibilidade humana.

Há momentos, que nos encontramos em determinados lugares, e nos perguntamos o que estamos fazendo ali. Seja em uma empresa, escola, igreja, até mesmo em uma família estranha. Parece que não estamos no lugar certo. Mas o salmista diz que o homem bem aventurado, será reconhecido pela sua capacidade de transformar um deserto em manancial. A presença deste homem ou desta mulher neste local irá fazer total diferença.

Não é fácil transformar uma terra árida em um lugar produtivo e muito mais difícil ainda é fazer surgir ali um manancial. Mas, nós cremos que com Deus nós podemos fazer proezas, pela fé, nós podemos fazer o impossível tornar-se possível. Então, se está enfrentando uma situação complicada, creia em Deus. Ainda que as evidências sejam as piores possíveis, não deixe de crer, não pare de acreditar no poder que vem do alto.

A terra árida mencionada pelo salmista é uma metáfora para as muitas dificuldades que enfrentamos.  São diversos enfrentamentos da vida, que nos fazem sentir como se estivéssemos atravessando um deserto seco.

O que podemos aprender quando passamos por uma terra árida?

1. Terra árida é o lugar ideal para manifestação do milagre

O povo hebreu tinha várias festas sagradas durante o ano. Estas festas eram realizadas em Jerusalém, cidade sagrada para o povo. Ali ficava o templo, o local de sacrifício e ofertas. O povo seguia várias vezes no ano em peregrinação para a cidade santa. O vale de Baca era rota para a maioria dos viajantes. Havia longos períodos que o vale ficava completamente seco, sem vida.

O salmista afirma que o homem bem aventura é capaz de transformar aquela triste realidade. Devido a presença deste homem naquele local, o Senhor providencia a chuva que enche todo o lugar e produz vida.

Há situações que ficamos chateados por estar em um lugar seco e sem vida, e murmuramos. Pode ser que você esteja em um lugar assim e talvez ache que nem deveria estar ali. Se este é o teu caso, saiba que talvez a razão para você estar ali, é tão somente para que Deus te use para  inundar aquela terra árida de chuva. Deus vai levar vida para um lugar morto, através da presença dele em sua vida. Você será usado para que o milagre aconteça. Haverá mudança, haverá vida, através de sua vida.

2. Terra árida é o lugar ideal para ter experiências com Deus

Eu imagino este homem bem aventurado citado no texto ao chegar naquele lugar. Ele olha e vê as aparências, mas, ele enxerga além das evidências humanas, ele vê o poder de Deus. Ele pensa no que Deus poderá fazer naquele local. Então, ele ora e clama pela providência divina. Não é o homem quem faz chover, ele apenas é o agente da oração. Deus é quem derrama a chuva pelo seu poder.

Tiago 5.17-18 diz: “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos”.

É através da oração que experimentamos as maiores experiências espirituais possíveis ao ser humano. A Bíblia está repleta de testemunhos de fé. Elias é um destes grandes exemplos.

Se estivermos em um lugar de abundância, não precisamos de milagre algum. Deus nos faz passar por terras áridas para que tenhamos experiências com ele. C.S.Lewis diz que Deus não deseja o sofrimento do homem, mas ele utiliza os momentos de infortúnios para que nos lembremos de buscá-lo. Lendo o texto poderíamos nos perguntar, porque aquele homem bem-aventurado estava passando pelo vale de Baca, um lugar árido e sem vida. O salmista não se preocupa com isto. Ele afirma, que quando o homem bem aventurado passar por ali, aquele vale será coberto de bênçãos. O que antes era morto, começará a produzir vida.

3. Terra árida é o lugar ideal para Deus te usar

Imagine se aquele bom homem passando por aquele vale árido se perguntasse: o que é que eu estou fazendo aqui? Eu penso em Deus lhe respondendo, eu te trouxe aqui porque desejo usar você para transformação deste lugar. Este lugar precisa de vida, é um lugar morto, eu confio em você para transformar este lugar. Você tem vida em você, basta você pedir e eu farei este lugar árido transformar-se em manancial.

Quando eu estive na Bahia eu tive o privilégio de ver a ação de Deus sobre aquele lugar. Eu vi aquela igreja crescer e desenvolver-se. Tudo foi feito através do poder da oração. Não era apenas eu que orava, eu desafiei a igreja a orar. Orávamos muito, fizemos várias campanhas de jejum e oração de 21 e 40 dias. E, de fato vimos ali uma terra árida, lugar de pessoas incrédulas e perseguição religiosa, se tornar espiritualmente muito produtiva. Ali tivemos muitas experiências com Deus.

Para que você transforme o vale de Baca em manancial é preciso que você esteja cheio do poder de Deus. É preciso buscar intimidade com Deus.

Conclusão

Acontece conosco, algumas vezes, estar em um lugar que não gostaríamos de estar. Mas, talvez haja uma razão para se estar ali. Na Bíblia vamos encontrar muitas histórias de homens que estavam em lugares que não gostariam de estar, mas Deus usou a eles poderosamente para transformar o lugar: José, no Egito; Daniel, na Babilônia; Paulo em Roma. Deus usou a estes homens poderosamente para transformar terra árida onde estavam em manancial.

Deus quer usar você para transformar a sua família, sua rua, seu bairro, seu trabalho, seus colegas na escola. Porém, para que isto aconteça, você precisa estar inundado pela presença de Deus. Você precisa ser um homem bem aventurado.

Você gostaria de ser um crente bem-aventurado, do tipo que transforma desertos em mananciais? Para que isto aconteça, você precisa estar cheio da unção de Deus. É preciso ter intimidade com o Senhor. Busque ao Senhor de todo o seu coração, encha-se com a sua maravilhosa presença. Que Deus te use poderosamente para transformação de lugares áridos em mananciais.

Várias pessoas passavam pelo vale de Baca e nada acontecia, mas, quando ali estivesse o homem bem aventurado, Deus se lembraria daquele lugar e faria chover, de tal forma que aquele vale se encheria de água. É desta forma que Deus quer usar você. Ele deseja que você seja canal de benção.