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Um homem de Deus, buscando aproximar-se do seu ser essencial através de uma vida devocional meditativa, pesquisa, leitura de grandes autores, prática de uma vida piedosa, obras de amor ao próximo, oração e muito trabalho. Apaixonado por Jesus, por sua esposa, filho e nora. Siga no Instagran: sergiorosa50

sábado, 28 de maio de 2011

Reacendendo a autoestima – Jz 6.11-15



        O tema do sermão que eu gostaria compartilhar com os príncipes e princesas dos céus, está relacionado com um problema que muitas pessoas enfrentam, conhecido entre os psicólogos como “baixa auto-estima”. Isto ocorre quando a visão ao nosso próprio respeito está abaixo da média, então nos rejeitamos.
A baixa autoestima ajuda a desenvolver o complexo de inferioridade, e a pessoa se sente menor do que todas as outras. Sempre achando que não podem, não conseguem, e o que os outros fazem é sempre melhor que o que ela faz. Este desvio emocional atrapalha a visão do que Deus quer realizar através de nossas vidas.
Gideão era alguém que estava com sua autoestima em baixa, e havia um grande motivo para isto. Havia uma grande pressão sobre ele. Gideão, juntamente com o povo de Israel estava enfrentando uma opressão muito grande, no verso 1 diz que “os filhos de Israel fizeram o que era mal aos olhos do Senhor, e o Senhor os entregou nas mãos dos midianitas”. Devido a esta opressão, os israelitas estavam se sentindo fracos e incapazes. Algum dia você já se sentiu assim, fraco e incapaz de enfrentar os problemas, achando que eles são maiores do que você? Com certeza já.
Nos momentos onde nos sentimos 'um nada', é uma balsamos maravilhoso ouvir o Senhor a nos dizer:

“o Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza”.

Ouvir isto de Deus, reacende a nossa autoestima, restaura as nossas forças e nos faz ver tudo de maneira diferente.
Talvez alguém possa perguntar, mas afinal o que é autoestima? A autoestima é acima de tudo acreditar em si mesmo e no seu potencial, é amar a si próprio, é gostar de si mesmo, é olhar para o espelho e declarar, que coisa linda Deus criou, que nariz lindo, que cabelo maravilhoso, que sorriso encantador (ainda que seja um sorriso meio vazio), que belos olhos.. Toda esta ‘belezura’ foi Deus quem fez, louvado seja Deus!
Todos nós, independente de qualquer coisa, passamos por momentos em que a autoestima da uma queda. Gideão estava passando por isto, fruto do resultado de uma perseguição de um inimigo que, aos seus olhos, era mais poderoso que ele. Ele havia perdido a confiança em si mesmo e em Deus. Sua visão de si mesmo era de fracasso total. Sua estima estava bem abaixo de um mínimo tolerável.

Como podemos recuperar a autoestima?

1. Voltando a acreditar em si mesmo
 
O grande problema de Gideão é que ele já não acreditava mais em si mesmo e em seu potencial. Antes de enfrentar a crise, ele já se via como um fracassado. Naquele momento ele se sentia um derrotado, porque via o seu inimigo muito mais poderoso que ele mesmo. Esta é a raiz de quem enfrenta este problema, a visão que tem de si mesmo.
Certa vez um piloto de carros, sofreu um terrível acidente que o levou a ficar vários meses internado em uma clínica de reabilitação Ao recuperar-se, havia uma expectativa se iria voltar a correr ou não, mas, para frustração de seus fãs ele anunciou que iria parar precocemente. O medo havia dominado a sua mente. Até que o seu pai parou para conversar com ele e o motivou a continuar. Ele disse: meu filho, você tem tudo o que um piloto precisa para ser um vencedor, vá e vença! Aquela palavra causou um forte impacto na vida daquele rapaz que recuperou a sua autoestima, voltou a correr e ganhou muitos títulos.
Da mesma forma o Senhor olhou e viu o potencial de Gideão, tanto que falou com ele, vai nesta tua força!
Se você está enfrentando uma baixa autoestima, é possível que não saiba o potencial que tem em suas mãos, pelo fato da sua visão de si mesmo estar prejudicada. O que o Senhor deseja é mudar a tua mente, para que você possa ver que é bem maior do que imagina. Prov. 23.7 “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é”.
Uma baixa autoestima é capaz de impedir o seu sucesso. Por que? você fica falando que não pode, não consegue, é impossível, sou tão fraco, sou burro, e tantas outras palavras que te desvaloriza, que você mesmo passa a acreditar nisto. Deixe estas palavras de derrota para traz, creia que você pode, você é capaz. Saiba que aquilo que você fala traz a existência algo que talvez não exista. Não precisa mentir ou inventar, seja sincero. Não seja tão duro consigo mesmo. Todos nós temos valores.

2. Se cercando de pessoas que possam te ajudar
 
Ninguém vence sozinho, precisamos da ajuda dos outros, assim como os outros precisam da nossa ajuda para vencer. A única coisa que devemos nos salvaguardar é com quem estamos nos aliando. Em uma luta não podemos lutar ao lado de pessoas derrotadas, se não o campo de batalha vira um muro de lamentações. Gideão não foi lutar sozinho, e nem quis lutar junto com medrosos e desleixados, ele escolheu os melhores para estar ao seu lado.
              Pessoas que estão enfrentando problemas de baixa autoestima precisam de ajuda, de uma mão que as acolha. Porém, em momentos de guerra você precisa de guerreiros que protejam uns aos outros e não aqueles que sairão correndo na hora do ‘vamos ver!’. Uma pessoa doente não pode cuidar de outro doente. 

3. Enfrentando o seu medo 

Gideão teve que enfrentar o seu maior inimigo, o seu próprio medo. Gideão era um guerreiro aprisionado pelo medo, prova disto que ele estava escondido malhando trigo no lagar. Lagar era um lugar escondido onde se pisava as uvas para produzir vinho. A eira era o lugar de malhar o trigo e fica mais a mostra. O medo dos inimigos era tamanha que ele estava se escondendo. Foi preciso uma chamada do Senhor, para que ele recuperasse a sua autoestima e se visse novamente como um grande guerreiro capaz de levar o seu povo a uma libertação.
Lembro-me de quando eu era criança, tinha um garoto que morava em nossa rua que era o valentão. Todos tinham medo dele, e eu muito mais. Ele tinha fama de implicar e bater nos outros meninos quando estes reagiam. Então, ele implicava comigo e eu ficava bem quietinho. Isto aconteceu até o dia em que eu não aguentei mais, então eu e minhas duas irmãs mais velhas nos ajuntamos e demos uma grande surra nele. O medo acabou então, a partir daquele momento ele sabia que eu não tinha mais medo de enfrentá-lo, ainda que fosse a custo da ajuda de minhas irmãs.
Gideão precisou de ajuda para vencer seus medos, a palavra do anjo de Iavé serviu para restaurar a sua visão. Ele separou trezentos homens que acreditaram na sua liderança, e com estes homens Gideão venceu e conseguiu a vitória sobre seus inimigos. Isto mostra o que o poder de a Palavra vinda de Deus tem o poder de fazer em nossas vidas. Uma palavra que vem da parte de Deus pode trazer a existência coisas que não existem.

Enfrente seus medos, não se deixe dominar por eles. Os seus medos não são maiores do que o seu Deus, e você é bem maior do que a sua visão de si mesmo.

4. Crendo que o Senhor está contigo nesta luta
 
Gideão estava sufocado por seus inimigos, e estava convicto que não poderia fazer nada para reverter a drástica situação que o seu povo estava passando. A principal razão deste pensamento é que a sua baixa autoestima cegou completamente a sua visão de si mesmo, sobretudo de que Deus estava com ele e seria a sua fortaleza.
Pesquisando sobre o mal da depressão, ouvi diversos testemunhos de pessoas que estão sofrendo, vitimas desta enfermidade. A diferença entre crentes e não-crentes é apenas uma, os crentes que exercitaram a sua fé em Deus, e buscaram a cura no Senhor se sentiram fortalecidos no enfrentamento deste mal que assola entre 10% a 15% da população.
Creia que o Senhor está contigo em sua batalha, a sua fé em Deus irá te fortalecer. “Sem fé é impossível agradar a Deus..” (Hb 11.6)

Conclusão

Talvez você esteja passando por uma situação semelhante a de Gideão, o inimigo te cercou de tal maneira que fez com que sua autoestima abaixasse, se você se encontra como Gideão, achando que não pode nada, a vida é assim mesmo, sou pobrezinho, sou pequeninho, então, peça a Deus somente para te dar a visão de que “posso todas as coisas naquele que me fortalece”.
Saiba de algo que vai te ajudar a levantar sua autoestima, Deus não nos vê da mesma forma que nós mesmos nos vemos, Ele vê o nosso interior, o nosso potencial, e a nossa vitória no futuro. É por esta razão que somos vencedores, por que além de contarmos com nosso esforço, ainda podemos contar com a fortaleza que vem do Senhor.
Foi a palavra de Deus que fez Gideão acreditar em si mesmo, ele soube que o Senhor estava com ele e descobriu que não estava só. Muitas vezes duvidamos do agir de Deus em nossas vidas, e nos vemos pequenininhos, sem chance de vencer os problemas que agigantam contra nós, mas neste momento o Senhor fala para você, “vai nesta tua força”.
     Depois que Gideão derrotou o gigante que se levantou contra ele, a baixa autoestima, ele conseguiu vencer também o exército inimigo que se levantara contra o seu povo. Então meu amado, se o inimigo está te intimidando e a sua autoestima está em baixa, este é o teu momento de recuperá-la, ouça a voz do Senhor dizendo “vai nesta tua força”. Confie no Senhor ele irá restituir a tua autoestima, e te fará um grande vencedor nesta batalha, assim como ele foi com Gideão, assim ele será também contigo.

domingo, 22 de maio de 2011

Febe de Cencréia um modelo para esta geração



“1 Com esta carta quero apresentar-lhes Febe, nossa irmã, diaconisa da igreja de Cencréia. 2 Por favor, ofereçam-lhe uma recepção cristã e qualquer ajuda que venha a necessitar em seu trabalho. Ela mesma tem sido de grande ajuda a muitos, incluindo a mim.” (Rm 16.1-2)
A Epístola de Romanos é uma obra literária sem igual. Foi através dela que Martinho Lutero experimentou a salvação e conheceu a maravilhosa graça de Jesus. O último capítulo desta epístola nos reserva entrelinhas incríveis escondidas por detrás das saudações de Paulo. Os dois primeiros versos será o foco de nossa meditação, eles apresentam de maneira bem sucinta uma mulher extraordinária, Febe de Cencréia.
Primeiro deixe-me falar sobre a igreja e o porto de Cencréia: Cencréia, hoje é uma pequena aldeia de nome Kechriais. Ela ficava acerca de sete, doze, treze ou catorze quilômetros de Corinto, como eu não fui lá para medir, tenho que me contentar com as divergências dos autores que não concordam entre si na distância. Naquele lugar encontrava-se o Porto da Cidade. Sobre a igreja de Cencréia não temos muitos dados, ela era possivelmente uma filha de Corinto e havia, portanto uma íntima comunhão entre os irmãos destas duas igrejas.
Sobre Febe, as informações também são bem poucas: Sabemos que possivelmente ela foi a portadora desta epístola. Ao falar a respeito dela Paulo diz: “ela tem sido o amparo de muitos” – protetora de muitos. Como “ajudadora”, embora, no grego, essa palavra signifique “patrocinadora”. Tal termo era utilizado para algum “representante legal” do governo romano. A idéia aqui ao falar sobre Febe, é demonstrar que ela havia ajudado e protegido a crentes mais fracos, ensinando-os e provendo-lhes suas necessidades físicas.  Também havia cuidado de enfermos e ajudando a mulheres crentes em seu trabalho na igreja. Tendo sido assim de grande ajuda para outros crentes, se fazia merecedora da ajuda da igreja cristã inteira, em qualquer localidade onde se encontrasse em suas andanças. A palavra “patrocinadora” indica que Febe havia utilizado os seus recursos materiais, a fim de servir à igreja cristã que se esforçava por medrar em diversos localidades, sobretudo em sua localidade de Cencréia. O mínimo que se poderia fazer agora por esta mulher tão maravilhosa é preparar uma recepção cristã digna de alguém tão especial.
De acordo com o Comentário Hebraico do Novo Testamento, ela foi chamada shammash, a pessoa que cuida das tarefas práticas do dia-a-dia relacionadas ao andamento de uma sinagoga. O equivalente no grego é diakonos, que pode ser entendido aqui com o sentido de “servo” ou “obreiro” em um sentido geral, como normalmente é o caso no Novo Testamento. Mas há uma boa razão para pensar que, neste exemplo, é um termo técnico que indica alguém ordenado para um oficio reconhecido na congregação e cujo dever é cuidar de suas questões práticas, como em At 6:6.
Deve-se notar não só que esta mulher ocupava um oficio importante na congregação de Cencréia, mas que o termo diakonos é uma forma masculina, e não feminina. Febe era um “diácono”, e não uma “diaconisa” (como algumas versões em português traduzem o termo). No texto de 1 Tm 3:8-13 temos as qualificações de um shammash. Isto quer dizer que Febe, para ser reconhecida como diaconiza tinha todos estes atributos.
Em um tempo em que as mulheres não tinham muita expressão, Febe é uma mulher que se destaca em seu tempo, sendo, portanto digna de ser mencionada de maneira tão surpreendente nesta carta. Ela marcou a sua geração com o seu serviço em favor do outro, desta forma o próprio apóstolo Paulo se encarrega de escrever ao seu respeito enviando uma solicitação de amparo e apoio aos seus serviços.

O que marca esta mulher a ponto dela tornar-se tão especial?

1. Sua disposição em romper com as barreiras de sua época

Febe viveu em um mundo completamente diferente do nosso. Naquela época a mulher apresentava convencionalmente uma postura bem diferente da mulher atual. Primeiro que na maioria dos lugares ela não poderia se auto-representar, precisaria de um marido ou parente para fazê-lo, segundo não poderia ter propriedades e não poderia manifestar-se em público, e em muitas sinagogas não poderia expressar-se. Esta não era regra geral para todos os lugares, mas valia em muitos deles. Alguém talvez chame isto de preconceito, eu diria que se tratava de um costume de época. Vivemos em um mundo pós-moderno onde a mulher tem uma postura bem diferente. Para entender bem a grandeza de Febe é preciso olhar para a sua época e pensar o quanto ela teve que lutar e tudo o que ela teve que enfrentar para ser reconhecida como diácono de sua igreja.
Dr. Martin Luther Küng, pastor batista norte-americano é um grande exemplo de romper barreiras, em 1963 King conseguiu que mais de 200.000 pessoas marchassem com ele pleiteando o fim da segregação racial em Washington. As leis segregacionistas humilhavam os negros colocando-os em posição de inferioridade diante dos brancos. A luta de King levou os negros a conquistarem a posição de igualdade.

Se queremos vencer em alguma área, temos que ter a disposição de romper com as barreiras que se põe diante de nós. Talvez quebrar paradigmas que dizem que não podemos, e até mesmo lutar contra leis injustas, se for preciso. Stº Agostinho disse: “uma lei injusta não é uma lei” portanto não deve ser obedecida. A partir do pensameno agostiniano, King assumiu a postura de romper a barreira da própria lei, de maneira não-violenta, para socorrer ao seu povo.
Quais são as barreiras que você precisa vencer? Não se dê por vencido diante de uma situação que aparentemente não tem solução. Afinal de contas, cremos em um Deus do impossível, Ele te ajudará se a tua causa for sincera e os seus princípios justos.
2. Sua disposição em servir

O apóstolo Paulo nos impressiona quando diz que ‘Ela mesma tem sido de grande ajuda a muitos, incluindo a mim’. Febe foi uma mulher que marcou a sua geração com a sua disponibilidade em servir. Enquanto diácono da igreja de Cencréia, realizou um trabalho digno de receber destaque na Epístola aos Romanos. Ela colocou não somente a sua vida, mas seus bens no amparo àquele que tinham necessidades reais.
Madre Tereza de Calcutá uma freira católica é uma mulher que ficou conhecida pelo seu serviço. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se refletiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria. Começou a sua atividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene. A sua tarefa diária centrava-se na angariação de donativos e na difusão da palavra de alento e de confiança em Deus. A partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra. Um de seus pensamentos era este: “Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos o amor e a compaixão. A paz começa com um sorriso”.
A disposição em servir deve ser uma característica comum na vida daquele que já se encontrou com Cristo. Ele ensinou que deveríamos fazer o mesmo que ele fez sobre tudo em amor ao próximo, isto é ao nosso semelhante, a quem precisa. Sabemos o quanto é difícil em um mundo capitalista ajudar ao outro. Mas, tenha o mundo o modelo econômico ou político que tiver, a palavra de Jesus continua a mesma. Devemos servir a quem realmente necessita.
Febe nos ensina que quando cumprimos os princípios de Jesus, servindo ao próximo, não tem como este detalhe passar despercebido por Deus. Eu fico imaginando como o apóstolo Paulo foi achar esta mulher em uma pequena igreja nos arredores de Corinto, e ainda dar um lugar de destaque em sua Epístola para uma igreja tão grande como a de Roma, eternizando assim o seu nome na história cristã.
Penso que o cristianismo tem sido ofuscado pelos valores do pós-modernismo. Cristãos pós-modernos tem esquecido dos princípios de Jesus e tem procurado seguir outros princípios. Talvez seja a hora de voltar na contra-mão do mundo e redescobrir o evangelho nas palavras e ações de Jesus.

3. Sua disposição em testemunhar o evangelho através das obras

As obras de Febe falavam mais alto que as suas palavras, suas ações ecoavam mais forte do que o ribombar dos trovões e suas atitudes lhe davam autoridade acima de qualquer título, a sua credencial era confirmada por quem ela era e o que fazia.

Um grande pequeno homem que marcou a sua geração foi Mahatma Gandhi. Gandhi estudou direito na Inglaterra, e passou um ano na África do Sul onde deparou-se com uma grande discriminação racial, o que fez despertar a sua consciência social. Gandhi acabou permanecendo vinte anos na África do Sul defendendo a minoria hindu, liderando a luta de seu povo pelos seus direitos. Em novembro de 1913 Gandhi conduziu uma marcha com mais de duas mil pessoas. Gandhi foi preso e solto após pagar fiança. Alguns missionários Cristãos doaram todo seu dinheiro para libertá-lo. De volta a Índia em 1915, Gandhi passou a exercer o papel de conscientizador da sociedade hindu e muçulmana na luta pacífica pela independência indiana, baseada no uso da não violência. Em 1938 ele exortou os judeus para defender os direitos deles e se necessário morrer como mártires.
Gandhi nunca converteu-se ao cristianismo, mas, poucas pessoas seguiram tão bem os passos de Jesus como ele. Certa vez quando abordado sobre o assunto ele disse: “Amo a Cristo, mas, não suporto cristãos”. Isto por que ele observara que a maioria dos cristãos não evidenciava em suas vidas o evangelho de Cristo.
Como o apóstolo Paulo declara você é chamado para exalar o bom perfume de Cristo, isto será feito através do seu testemunho a respeito de Cristo, não por palavras, mas por atitude.

4. Sua disposição em encarar e superar novos desafios

A epístola de Romanos foi escrita por Paulo dirigida à Igreja de Roma. Isto quer dizer que o trabalho de Febe não ficava restrito à sua pequena igreja local, ela viajava para outras localidades a fim de encarar desafios maiores. O fato de ser uma mulher em uma época bastante difícil para as mulheres não a conteve. Quantos homens tinham a liberdade e poderiam ter feito o mesmo ou mais do que ela e não fez. Febe superou os seus limites e encarou novos desafios. Sua posição desconfortante não limitou a sua ação.
A paraolimpíada para mim é um grande exemplo de superação de novos desafios. Até então era impensável que uma pessoa que não tem todos os seus membros perfeitos poderia participar de uma competição atlética. Estes homens e mulheres provaram que não há limites quando queremos superar barreiras.
Como poderia uma pessoa com problemas nas pernas jogar basquete? Uma pessoa com deficiência nos braços nadar, ou com deficiência nos olhos jogar bola? Tudo é possível ao que crê!
Neste mundo pós-moderno, marcado pela competitividade e a desigualdade, você precisa sair da zona de conforto e encarar a situação. Talvez a sua situação seja de caos, com tudo destruído, sonhos arrasados e sem expectativa de coisas melhores. Se este é o teu caso, não se curve diante da sua situação difícil, você é bem maior do que esta situação, e o Deus que você serve é maior do que tudo o mais.

Conclusão
Febe foi uma mulher extraordinária, alguém que superou os seus limites, marcou o seu tempo e é, portanto, um grande exemplo para nossa geração. A sua disposição em romper com as barreiras de sua época nos deixa a lição de que nada pode nos deter quando decidimos avançar; sua disposição em servir nos leva diretamente para os padrões morais de cristo, nos remetendo de volta para os seus princípios de amor ao próximo; suas obras evidenciavam o caráter de Cristo em sua vida e sua disposição em encarar novos desafios nos desafia a romper com aquilo que nos prende ao nosso mundinho tão pequeno e confortável.
Gostaria de te desafiar a repensar a sua maneira de viver a partir de Febe. A tua vida precisa ser marcada pelo servir. Não servir dando uma esmola ou algo paliativo para um transeunte faminto, mas, realmente assumir um estilo de vida de auxílio, pensado e repensando formas de ajudar no crescimento e desenvolvimento do próximo. Servir é bem maior do que simplesmente ‘dar uma mãozinha’. Servir é ter o caráter de Cristo impresso em cada atitude.
Gostaria de te desafiar a buscar a sua motivação em Febe, uma seguidora de Cristo, e abandonar outros modelos pós-moderno-cristão completamente comprometido com uma geração alienada aos moldes de uma economia capitalista liberal que estimula a individualidade e a acumulação de capital sem se importar com o excluído que não tem oportunidade.
Em fim, gostaria de te desafiar a marcar a tua geração com o servir. Quem sabe se o Senhor não escreverá o teu nome na história afirmando “Ele/a mesma tem sido de grande de grande ajuda a muitos, incluindo a mim.”

Pr. Sergio Rosa

sábado, 14 de maio de 2011

Jesus o perfeito GPS da vida

GPS (Sistema de posicionamento Global) é um pequeno aparelho que é utilizado para mostrar uma rota a fim de nos direcionar para um determinado lugar a partir do destino indicado. A transmissão dos dados ocorre via satélite e inicialmente era utilizado pelas forças armadas com a finalidade de guerra.
É um ótimo aparelho, mas, de vez em quando falha. Ás vezes o motorista erra a programação e aí acontece de chegar certo no lugar errado. Ás vezes o aparelhinho nos leva por caminhos que simplesmente não dá para passar.
Li na internet o depoimento de uma mulher sobre o uso do GPS: “Há vezes em que mudo o caminho de propósito, porque ele não deve saber o que é contra-mão. Fiquei fula da vida quando fiz a asneira de obedecê-lo e contornei a praça em volta da UERJ, porque ele, gentilmente me pediu: “vire ligeiramente à direita, agora” . Foi ridículo. Em outra ocasião, fui submissa e obediente outra vez, e entrei em uma avenida na contra-mão. Tive de fazer o retorno no meio da pista, que felizmente estava deserta, e voltar rapidamente. Fui parar em um lugar horrível, escuro e totalmente desconhecido. Lembrei-me dos turistas atacados por traficantes em uma favela, por confiarem nas indicações do GPS. Terrível”.

Se você usa o GPS você sabe que às vezes ele se engana e nos manda para caminhos tortuosos, mas, Jesus o perfeito GPS nos direciona sempre para um caminho mais excelente.
Acontece, as vezes, de seguirmos outro caminho ao invés do apontado pelo GPS, quando isto acontece, então aquela voz fica o tempo todo mandando você voltar para o caminho certo, caso você insista em não retornar, então ele se reprograma automaticamente procurando uma nova rota para chegar ao destino selecionado. Não são poucas as vezes que procedemos da mesma forma em nossas vidas, Deus nos mostra uma direção, seguimos para outra e o Espírito Santo fica nos sinalizando que tomamos a direção errada.
Um último tipo de problema que gostaria de apontar no uso do GPS é saber verdadeiramente aonde se quer chegar. Quando não se sabe aonde se quer chegar o GPS não pode ajudar. Você precisa de um destino para que o GPS possa te dar a direção. Você sabe aonde quer chegar? Deus fez os céus para que fosse nossa morada, este é o nosso destino. Se você quer chegar aos céus Jesus pode te apontar a direção e o caminho a seguir. Ele diz: “eu sou o caminho a verdade e a vida e ninguém vai ao Pai se não for por mim”
Muitos eventos acontecem na nossa vida para nos distanciarem dos caminhos de Deus. Coisas muito ruins vêm com uma força muito grande a fim de nos desviar da vontade de Deus. Mas, quem foi que disse que estas coisas que acontecem conosco são de fato ruins? Esta é a nossa leitura. Nem todos os fatos que consideramos ruins, são de fatos ruins, mas apenas marcos para o inicio de grandes eventos. Vejamos alguns:

1. A perda de um emprego – muitas vezes lamentamos a perda de um emprego, mas isto pode significar a abertura de porta para um emprego melhor. Isto já aconteceu comigo duas vezes, onde deixei um emprego e surgiu outro melhor. Quando fiz a opção de não mais trabalhar em empresas, Deus me entregou o ministério na PIB de Belmonte.

2. A descoberta de uma doença – lembro de quando descobri que era hipertenso. Eu na verdade estava bem relaxado quanto a minha saúde. Comia tudo, de qualquer jeito, a qualquer hora, e não fazia nenhum tipo de exercício. Quando médico me deu o diagnóstico de hipertensão, eu fiquei arrasado. Afinal, teria que tomar remédio por toda a minha vida, foi o veredicto médico. Mas, aí comecei a fazer exercícios, melhorei minha alimentação, cortei o sal... já estava ficando todo gordo, e agora, estou aí, sarado e ainda voltei a jogar bola. Maravilha!
Foi a descoberta da doença que me fez melhorar a minha qualidade de vida.

3. A morte de alguém muito querido – Temos uma grande amiga no RJ, ela era o tipo de mulher caseira, que mal saia na rua. Seu marido fazia tudo, era um bom homem, honesto e trabalhador. Um dia durante o exercício de seu trabalho ele veio a falecer. Ela ficou desmontada, por que além do grande amor que sentia por ele, ela era totalmente dependente. Hoje, ela cresceu muito, aprendeu a dirigir, foi pra faculdade e resolve todas as coisas de sua casa. Acho que se o seu marido continuasse a viver talvez ela nunca iria descobrir que existia uma vida do lado de fora de sua casa.
Assim também foi a morte de Jesus. A vista de todos naquele momento foi algo lamentável, mas, depois da ressurreição todos entenderam que aquele foi de fato o marco para a nossa salvação. Foi a consumação final de nossa vitória. Jesus só pode vencer a morte, por que ele mesmo morreu.

Conclusão
Não há caminhos que são definitivamente ruins para o Senhor. A qualquer momento Ele pode redirecionar a tua vida a partir de um determinado ponto, desde que você saiba para onde quer ir.
Pode ser que você não saiba muita coisa a respeito do céu, nem saiba direito como chegar. Mas, veja, se você já procurou um lugar somente pelo endereço, sabe como é a experiência de ir a um lugar que nunca foi, tem que confiar que o endereço está correto. Se você vai de carro e programa o GPS, tem que confiar que ele vai te dar a direção correta. Pode ser que o GPS até falhe, mas, saiba que Jesus nunca irá falhar, se o endereço que você procura é o céu, ele está pronto para te levar até lá, e caso você se desvie do caminho certo haverá sempre uma voz programada para te reorientar a fim de que você não se perca.
Se você quer ir para Deus, então deixa Jesus guiar a sua vida. Deixa Ele redirecionar a sua vida para que você possa trilhar o caminho certo. Faça o seguinte: “Entrega o teu caminho ao Senhor confia nele, e o mais ele fará”. (Salmos 37.5)

domingo, 8 de maio de 2011

Mamãe, este é o teu dia de honra!


I Sm 1.1-20
Hoje é comemorado o dia das mães. Hoje é o dia das mães! Os mais céticos afirmam que é apenas uma data comercial, são os ‘pão-duro’ de plantão; os mais moderados dizem que é um dia como outro qualquer, mas, comemoram; já os mais espirituosos enchem as suas mães de presentes, e curtem esta data, aproveitando os bons momentos dos quais a vida é feita.
Nesta data tão especial, gostaria de refletir sobre uma mulher tremendamente vitoriosa, que após passar tanta humilhação teve o seu dia de honra.
O texto de I Samuel nos informa que havia um homem chamado Eucana, ele tinha duas esposas o nome da primeira era Penina e da segunda Ana. Era costume entre os povos antigos o homem possuir mais de uma mulher. Acho que com a evolução o homem começou a ver o problema que isto dava e passou a se contentar com uma só esposa, muito embora alguns loucos ainda se aventuram a ter mais de uma mulher. Se uma só dá um trabalho tremendo imagina duas ou mais. Creio veementemente que foi por isto que Salomão morreu meio ‘pancadão’.
Brincadeiras à parte, naquele tempo ser mãe era contado como benção do Senhor, e isto era muito sério, portanto uma mulher com muitos filhos era uma mulher muito abençoada e ao contrário disto, uma mulher com poucos ou nenhum filho era considerada amaldiçoada. Penina tinha filhos, e Ana não tinha nenhum, entretanto Eucana amava a Ana, e por esta razão Penina infernizava a vida de Ana. Ana sentia-se totalmente desconfortável devido a este fato. Mas, o seu dia de honra estava para chegar.
A partir desta abordagem gostaria de refletir com você, sobre o que precede ao dia da honra:

1. A desonra – Só está apto para receber honra quem ainda não a tem. O fato de Ana ainda não ser mãe era a condição ideal para ela alcançar a honra. Estar na condição de desonra provoca uma sensação muito ruim, e um tremendo mal estar.

2. A humilhação – Penina humilhava Ana todos os dias, e provocava sua ira. Ana porém se refugiava em oração, prostrando-se aos pés do Senhor. E se já era pouca a sua humilhação o sacerdote Eli ainda se encarregou de piorar ainda mais chamando-a de embriagada. Ela não aceitou aquela palavra, mas também não confrontou o sacerdote. Ela sabia que a sua benção viria através de seu líder.

3. A perseverança – Diante de toda a problemática Ana não desistiu do seu objetivo, apesar de parecer impossível, ela perseverou em oração e busca a Deus. Perseverança é sem dúvida uma das marcas fundamentais de vencedores, sobretudo aquele que vence e continua vitorioso. Tenho aprendido ao longo destes anos que vencer não é tão difícil assim, o mais complicado é continuar perpetuando-se como vencedor. Vindo as vitórias é comum esmorecermos. Davi é um bom exemplo disto. Estando consolidado no poder, se deixou levar pela comodidade. Acontece com muitos esportistas de sucesso, que saem do nada para o tudo, e com o tempo se acomodam. Ana foi diferente, ela perseverou até vencer, e depois continuou perseverante.

4. A confiança em Deus – A confiança em Deus foi a arma fundamental para que Ana recebesse sua benção. Apesar de toda a situação contraria, e de tudo apontar para uma derrota eterna, Deus mudou toda a sua história e o seu tempo de honra chegou, os seus momentos de tristezas se acabaram, a vergonha cessou, então chegaram os dias de alegria e regozijo.

Conclusão – o teu dia de honra está para chegar, seus inimigos irão assistir da geral tudo o que o Senhor tem preparado para ti, a compensação de cada dia de desonra, a recompensa de 100 vezes mais de tudo o que foi saqueado e a restituição de todas as coisas que foram preparadas pelo Senhor para a tua vida..
O inimigo tem desonra e humilhação para sua vida, mas Deus tem preparado restauração e honra. Assim foi com Jó, ele passou um tempo de desonra e humilhação, mas Deus restaurou tudo e devolveu a ele duplicadamente todas as coisas que o inimigo havia saqueado de sua vida.
Mamães, creiam em Deus por que ele irá restaurar a tua honra e assim como foi na vida de Ana assim será também em sua vida. Hoje é o teu dia, o dia em que te honramos como mãe, dia que te presenteamos, que te beijamos mais, que te paparicamos com tudo o que podemos... Mas, para Deus, todos os dias, é dia de te honrar pela tua fidelidade, carinho e perseverança.
Que o Senhor te honre restituindo cem vezes mais, tudo o que você perdeu por dedicar-se aos seus filhos.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

SERMÕES E ESTUDOS BIBLICOS PARA VOCÊ: Destiduindo-se das armas do passado

SERMÕES E ESTUDOS BIBLICOS PARA VOCÊ: Destiduindo-se das armas do passado: "(João 18:10) Esta passagem narrada por João ocorreu durante os momentos finais de Jesus com os seus discípulos no Getsêmani. Ele estava ..."

Destiduindo-se das armas do passado


(João 18:10)
Esta passagem narrada por João ocorreu durante os momentos finais de Jesus com os seus discípulos no Getsêmani. Ele estava orando quando os soldados chegaram para prendê-lo. Este momento foi de forte estresse para os seus discípulos, que ficaram apavorados com a situação. Cada um de nós tem uma forma diferente de agir em meio à pressão. Certa vez uma amiga nossa disse que se fosse assaltada iria ficar com tanto medo que iria desmaiar, mas, quando isto aconteceu ela bateu no bandido que teve que correr dela. Aquela experiência mostrou que ela ainda não se conhecia totalmente. Há certas atitudes que tomamos em momento de estresse que nos mostram quem somos nós realmente.
Pedro tinha um gênio muito forte, dono de uma personalidade marcante e dúbia. Ao mesmo tempo era ajudador e meigo, também era impulsivo e bruto. Em nossa igreja tínhamos um administrador que se chamava Ciro, se você o conhecesse teria uma boa idéia de como pode acontecer isto. Ele era todo sisudão, brancão e quando se irava, ficava mais vermelho do que tomate maduro, coisa que acontecei facilmente, entretanto tinha um coração de ouro. Tudo o que se precisava dele estava sempre pronto para servir. Assim era Pedro.
Malco, o servo do sumo sacerdote, estava no lugar errado na hora errada, ele era apenas um servo cumprindo ordens. Ele foi enviado junto com outros servos e soldados para prender a Jesus. Ele não tinha escolha, tinha que cumprir sua missão.
Pedro, por outro lado tinha outra escolha, mas ao ver o seu mestre em perigo agiu com a emoção, pegou sua espada e golpeou a Malco arrancando a sua orelha sem dó nem piedade.
O que levou Pedro a tal atitude? Sua índole. Aquele era Pedro, que mesmo após a sua conversão ainda carregava suas armas do passado. Não apenas a espada, mas a ira, a raiva, a falta de compaixão, a impiedade, a falta de amor ao próximo. Aquela atitude mostrou a personalidade e o caráter de Pedro que precisava ser corrigida.
Talvez este também seja o seu caso, gostaria de conversar sobre alguns princípios que podem te ajudar a destituir-se das armas do passado?

1. Conheça a si mesmo.
Quem sou eu? Até aquele momento Pedro ainda não se conhecia. Ele ainda estava seguindo a Jesus, mas, não tinha a sua vida transformada. Ainda não havia encontrado o verdadeiro cristianismo. Dentro de si só havia rancor, ira, raiva, intolerância e muitos outros sentimentos maus.
Algumas vezes presenciei situações lamentáveis de pessoas liberando toda a sua ira sobre outras pessoas. Uma desta vez foi um diácono que se aborreceu com o pastor da igreja e no meio da assembléia começou a esbravejar querendo partir para cima do pastor. Aquele homem era um excelente diácono até aquele momento, um evangelista de bom coração, mas, no momento de estresse profundo ele não segurou aquilo que estava dentro de si. Aquele homem ainda não se conhecia ele ainda carregava armas do passado sem se dar conta disto. Assim foi Pedro naquele fatídico.
Malco, por outro lado foi a sua vítima, foi a pessoa a quem Pedro encontrou para derramar toda a sua ira incontida do velho homem. Quando carregamos coisas ruins do passado sempre haverá um ou mais Malco, em um momento inoportuno de nossas vidas, para descarregarmos a nossa ira, para atacarmos sem piedade, para arrancarmos a orelha com uma espadada. Para ser maltratado, humilhado e moído por nossa ira. Por que ainda carregamos armas do passado e às vezes nem nos damos conta disto.
Você precisa se conhecer, conhecer suas fraquezas e seus pontos fracos. É preciso saber quais armas você ainda carrega para livrar-se delas. A melhor maneira de iniciar este processo é fazendo uma auto análise de suas atitudes. Como você tem tratado ao seu semelhante, quais têm sido as suas atitudes para com o seu próximo?

2. Reconhecendo que estas armas não são mais suas.
É interessante pensar que Pedro já tinha vários anos como discípulo direto de Jesus, mas ainda carregava uma espada. Será que Jesus não sabia disto? Óbvio que sabia, afinal, eles andavam juntos para todos os lados, seria praticamente impossível esconder uma espada. Então, por que não se importava? O fato de Jesus saber e permitir que Pedro ainda carregasse uma espada não quer dizer que ele não se importava, ao contrário, ele se importava e muito. Mas, tem coisas em nossas vidas que nós mesmos temos que tirar. É preciso esperar o tempo certo para ensinar certas coisas. Jesus tinha uma didática excepcional de ensino. Seus ensinamentos jamais eram esquecidos. Ele utilizava os momentos certos para fazê-lo. Pedro jamais se esqueceria daquele momento fatídico.
Tive muitos discípulos. Pessoas que treinei de perto. Há muitas coisas na vida de nossos discípulos que não gostamos. Mas, há coisas que não temos como ensinar, é preciso esperar a hora em que uma ‘arma’ escondida irá evidenciar-se por si, e este será o momento para ajudar a própria pessoa a desarmar-se. Há muitas armas do passado que carregamos conosco mesmo após a nossa conversão: São antigas respostas, antigas formas de agir e reagir, que não condiz mais com a proposta de Jesus. Coisa do tipo: “se mexer comigo...” Você precisa desfazer-se destas armas.
Depois daquele incidente, nunca mais se ouviu dizer que Pedro teve uma espada. Foi preciso um Malco na vida dele para que ele pudesse arrancar a orelha, ver o sangue jorrar e escorrer pelo chão, para modificar a sua vida. Para sua sorte, Jesus estava presente e pode colar a orelha do homem no lugar. Mas, nem sempre isto irá acontecer. Há coisas que fazemos que não podem mais ser modificadas. Pedro reconheceu que aquela espada não era mais a arma que deveria usar. A partir daquele momento as suas armas seriam espirituais.

3. Tomando posse de novas armas.
Após aquele incidente Pedro fugiu. A pressão foi muito grande. Em geral, temos a tendência de fugirmos depois de uma explosão causada por um forte estresse. Pedro arrancou a orelha de Malco. Depois que Jesus o repreendeu, caiu a ficha. Mais tarde o olhar de Pedro encontra o olhar de Jesus, e a sua compaixão invade a sua alma. Tantas palavras em um só olhar. Depois daquele evento terrível, Pedro repensou e reorganizou toda a sua vida. Ele modificou toda a sua forma de agir e de viver.
Certa vez tive que tratar de um problema em nossa igreja onde havia um agressor e um agredido. É interessante, quando entendemos a graça de Deus, notamos que ambos precisam de suporte espiritual e mudança. Tanto o agressor como o agredido tinham suas razões e certezas. Ambos estavam certos aos seus próprios olhos. Mas, aos olhos de Jesus, havia um tratamento diferenciado para cada um deles. Cada um deles foi tratado conforme a sua necessidade e ambos permaneceram na igreja. Há uma tendência no ser humano de se sensibilizar com o agredido e expelir o agressor. Talvez, se o evento fosse em outro lugar o agressor teria sido execrado, mas, não é desta maneira que a graça de Jesus age. Ela tem o tratamento certo para cada um de nós.
Jesus não descartou Pedro mesmo depois daquele erro enorme. Jesus tratou tanto de Malco, que teve a sua orelha colada novamente no lugar como de Pedro. A tradição diz que Malco mais tarde converteu-se e tornou-se um grande cristão. Jesus tratou tanto de um como de outro. Todos os dois necessitavam da graça de Cristo em suas vidas para serem transformados. Se Jesus tivesse abandonado Pedro à sua própria sorte, haveria esperança para aquele homem bruto? Talvez não.
Pedro aceitou o tratamento e desfez-se de sua antiga espada, aquele objeto já não lhe pertencia mais.

Conclusão
Há armas que você carrega que não pertence ao tempo que você está vivendo agora. Agora você é uma nova criatura criado em Cristo Jesus para boas obras, não tem mais que ficar carregando armas letais contigo. O apóstolo Paulo, que também foi transformado pela graça de Cristo nos exorta dizendo que “as armas de nossa milícia não são carnais, mas poderosa em Deus” (II Cor 10.4).
Talvez você ainda esteja usando armas destruidoras para defender-se ou defender o que você acredita. Então você precisa destituir-se delas. Depois daquele incidente, Pedro notou que não poderia mais ser o mesmo. Iniciou-se então um tempo de quebrantamento em sua vida, e o passo seguinte foi a reedificação de sua vida.
Se você ainda carrega com você um destes sentimentos: Rancor, raiva, ira, ressentimento, inveja, contenda, vingança... mas, quer deixá-los, faça como Pedro, abandone estas armas e cofie tão somente nas armas que o Senhor Jesus te dá. Tudo começa no quebrantamento, quando olhamos para dentro de nós mesmos e percebemos que somos pessoas más e necessitamos da graça salvadora de Jesus para nos libertar da maldade de nosso coração e da impiedade deste mundo.
Jesus pode libertar você, desde que você o queira e aceite a sua graça libertadora sobre sua vida. Clame por isto, reconheça que é uma pessoa má e que precisa de perdão e absolvição do Pai. Olhe para dentro de si mesmo, faça uma auto-análise, repense seus atos e atitudes do passado, tenha nojo dos momentos infelizes de sua vida, e peça ao Senhor para te ajudar a livrar-se das armas que você utilizava para destruir pessoas, atacá-las e aniquilá-las ou mesmo para defender-se cortando orelhas.